Por monica.lima
Marta Suplicy também estaria conversando com partidos de fora da base aliada, como o PSB, de olho na candidatura à prefeitaMarcelo Camargo/Agência Brasil

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), negocia com o PR um maior espaço ao partido na administração. O objetivo é fortalecer o compromisso da legenda - que também faz parte da base do governo federal - com o PT paulistano, inclusive de olho na disputa de 2016, quando Haddad buscará a reeleição. O assunto estaria sendo tratado diretamente com o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, principal fiador do apoio do partido aos petistas no Estado. Vereador licenciado e ex-presidente da Câmara Municipal, o ministro é também suplente da senadora Marta Suplicy (PT-SP). O acordo serviria também para aumentar o isolamento da ex-prefeita, que ameaça deixar o PT para enfrentar o prefeito na disputa do ano que vem.

Apesar de Haddad negar, a ida do ex-deputado Gabriel Chalita (PMDB) para a secretaria de Educação foi vista como uma maneira de fechar a porta do PMDB para a senadora. Com o PR, a estratégia dela seria a mesma: romper com os petistas sem se afastar demais do partido com o qual é bastante identificada por ser filiada desde os anos 1980. Assim, Marta poderia se colocar como oposição ao atual prefeito, mas sem renegar líderes como o ex-presidente Lula e bandeiras do partido, inclusive construídas em sua gestão. A divisão não é simples. Símbolo do governo da ex-prefeita, os CEUs (Centros Educacionais Unificados) teriam sido propostos por Haddad, quando era assessor do secretário de Finanças, João Sayad. A senadora também estaria conversando com partidos de fora da base aliada, como o PSB, de olho na candidatura a prefeita.

Embraer não deve temer retaliação

Para conhecedores do mercado de aviação militar, a ameaça da Indonésia de cancelar a compra de turboélices multimissão Super Tucano, da Embraer, não deve preocupar o fabricante. O país comprou 16 exemplares e já recebeu metade. A declaração é vista como um blefe e causaria mais prejuízos ao comprador do que à empresa. Além do Brasil, mais de uma dezena de países operam a aeronave. Outros também negociam, depois de os EUA terem comprado 20 unidades. A presidenta Dilma se recusou a receber as credenciais do novo embaixador indonésio em meio à pressão para que a Indonésia não execute outro brasileiro preso.

Barrados no baile

Ubiraci de Oliveira, o Bira, da CGTB, e Antonio Neto, da CSB, tentavam ontem descobrir o endereço da casa de Eduardo Cunha, em Brasília, para irem ao café da manhã do presidente da Câmara, hoje, com sindicalistas. Paulinho da Força avisou que eles não foram convidados.

Morte de líder deve enfraquecer igreja

Com 22 mil templos no Brasil e 850 mil fiéis - segundo o Censo de 2010 —, a Igreja Deus é Amor, fundada pelo pastor David Miranda — morto no último sábado -, deve, a médio prazo, segundo avaliações de religiosos, perder seguidores para a Assembleia de Deus ramo Belém e a Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdemiro Santiago. Essas três denominações atraem a mesma camada social. Miranda era centralizador e tinha posição rígida em questões morais, assim como líderes da Assembléia e Mundial.

Solidariedade ajuda Alckmin

O Solidariedade, do deputado Paulinho da Força, entrou com dez ações diretas de inconstitucionalidade no STF contra a lei de incentivos fiscais nos estados que reduzem o ICMS para produtos importados. Produtos chegam a São Paulo passando pelo Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Sergipe, Bahia, Pernambuco, Maranhão e Ceará, todos com impostos menores. Essa redução prejudica São Paulo. Paulinho é aliado de Alckmin, governador paulista.

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Com Leonardo Fuhrmann

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