Caiado ataca "a taxa eleitoral de juros"

Durante audiência na CAE, o senador Ronaldo Caiado questionou independência do BC por atuar como "um elemento de campanha da presidente Dilma Rousseff"

Por O Dia

"A presidente disse que não teríamos aumento de preços administrados. Aí chega o governo e muda tudo%2C dois dias depois das eleições”%2C disse CaiadoMarcelo Camargo / ABR

A audiência pública do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ontem, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), foi marcada por uma dura troca de farpas entre governo e oposição. Usando a prerrogativa de líder de bancada, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) acusou o BC de servir aos interesses políticos do Palácio, ao atuar como “um elemento de campanha da presidente Dilma (Rousseff)”.

Para justificar a crítica, Caiado mencionou que, em 2014, a taxa Selic permaneceu inalterada em 11% até o fim de outubro, e só voltou a subir dois dias após a vitória da petista nas urnas, sobre o senador tucano Aécio Neves (MG).

“Durante a campanha, a presidente disse que estava tudo bem. Que não teríamos aumento de preços administrados. Aí chega o governo e muda tudo, dois dias depois das eleições”, disparou, sugerindo que as autoridades monetárias agiram na defesa do governo.

“Como alegar independência se esse gráfico (de manutenção dos juros) demonstra que o BC passou a ser um elemento de campanha da presidente Dilma?”, questionou.

Nas redes, um nome para o mec

Um grupo de intelectuais quer pegar o governo pela palavra, quando se cogita para o Ministério da Educação um nome ligado à educação, mas sem filiação partidária. Foram para as redes sociais fazer campanha para o professor Renato Janine Ribeiro, da USP, que recebeu o Prêmio Jabuti em 2001. Eles preparam mais agitação para o dia 31, se até lá a presidente Dilma não tiver escolhido o substituto de Cid Gomes. O mensageiro do grupo é o deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara.

De volta às ruas

Rogério Chequer, porta-voz do Vem pra Rua, um dos grupos que organizaram as manifestações de 15 de março, virou fenômeno multimídia. Nas redes sociais, seus seguidores proclamam que as manifestações do dia 12 de abril serão ainda maiores do que as de 15 de março. Parte dos militantes querem o slogan “eles não entenderam nada”. Depois da demissão de Cid Gomes do MEC, que identificou “400 achacadores no Congresso”, há quem defenda que o foco seja “Fora os políticos”.

Fechando o verão

Antes de apostar que não haverá racionamento de energia este ano, os especialistas aconselham uma análise de dois ou três fatores importantes. O nível de água armazenada hoje, nos reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por 70% do total, é de 26,4%. Abaixo do registrado em 2001 (34,53%), ano do racionamento. Tem chovido em março, mas o período
da seca começa em abril. Pode acabar em setembro. Pode. A exemplo de quase tudo em matéria de clima, não há certeza.

Só pedregulhos

Dia de agenda legislativa difícil para a presidente Dilma. Pela manhã, a Câmara promove uma comissão geral sobre o Fies (Programa de Financiamento Estudantil). Para se ter uma ideia da solidão do governo, em defesa do seu programa mais atacado falará um ministro interino, Luiz Cláudio Costa. À tarde, a partir das 14h30, as Comissões Mistas que analisam as medidas de ajuste fiscal (MPs nº 664 e 665) se reúnem para definir o cronograma de trabalho. Sem a simpatia do presidente do Congresso, Renan Calheiros.

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