Por monica.lima
Pesaram a favor de Luiz Edson Fachin declarações de apoio vindas do senador Álvaro Dias(PSDB) (foto)Divulgação

Por Leonardo Fuhrmann (interino) - [email protected]

Depois de uma demora de quase nove meses, a presidenta Dilma sinalizou ontem com a indicação do professor Luiz Edson Fachin, da UFPR, para a vaga de Joaquim Barbosa no STF. A escolha agrada a comunidade jurídica pelo fato de ele ser especialista em Direito Civil e da Família, duas áreas carentes hoje na Corte. Também destacam a escolha de alguém com um perfil mais técnico, mesmo com as alegadas simpatias da CUT e do MST em relação a ele. Apesar de ter participado dos estudos sobre Reforma do Judiciário feitos pelo Ministério da Justiça e de ter colaborado com o Senado na elaboração do novo Código Civil, o indicado não ocupou cargos de confiança no primeiro escalão dos presidentes que os indicaram, como Nelson Jobim, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Fachin chegou a ter o nome cotado e descartado diversas vezes nos últimos meses, inclusive por conta de uma suposta resistência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) à indicação. O Senado precisa confirmar a escolha. Pesaram a favor dele as declarações de apoio vindas de senadores parananenses de outros partidos, Roberto Requião (PMDB) e Álvaro Dias (PSDB), o segundo um inimigo figadal do PT nos últimos tempos. Ele chegou até a divulgar no início do mês uma nota do governo do Paraná em que o Executivo negava que Fachin tenha sido indicado pela CUT para a Comissão da Verdade do Estado. O professor era cotado pelos petistas desde 2010 e é elogiado por colegas do exterior pela “sensibilidade social”. Caso a PEC da Bengala seja aprovada, ele pode ser o último ministro do STF nomeado por Dilma. Caso contrário, serão pelo menos mais cinco até 2018.

Sessão mais discreta

O deputado Valmir Prascidelli (PT-SP) criticou a decisão da CPI da Petrobras de ouvir o depoimento do empresário Fernando Soares, o Fernando Baiano, em Curitiba. “Não podemos suspender o Ato da Mesa para ouvir um detento e não fazer o mesmo em relação a outro”, afirmou. Ele se refere ao fato de o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que prestou depoimento na Câmara mesmo estando preso. Soares é apontado nas investigações como operador do PMDB. Duque seria ligado ao PT.

Salto solo

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) tem buscado apoios para sair do partido e lançar sua candidatura a sucessão de Fernando Haddad (PT) na Prefeitura de São Paulo. Mas, apesar das dificuldades da gestão paulistana, não tem encontrado políticos petistas com mandato dispostos a acompanhá-la na mudança.

Reação em cadeia

A Comissão Fiscalização Financeira e de Controle da Câmara realiza hoje um debate sobre os efeitos da Operação Lava Jato na economia e no nível de desemprego. Participarão das mesas representantes de empresários, trabalhadores, prefeitos e governadores. Segundo o presidente da comissão, Vicente Cândido (PT-SP), 500 mil trabalhadores estão ameaçados de perder o emprego com o resultado das investigações, que levaram dirigentes de empreiteiras à prisão.

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