Governo tem Plano B para o ajuste

Medidas seriam usadas em último caso como alternativa para assegurar arrecadação prometida no pacote original destinado a estabilizar a economia

Por O Dia

Diante das dificuldades políticas iniciais para aprovar o ajuste, o governo começou a preparar um Plano B com medidas capazes de assegurar a arrecadação prometida no pacote original destinado a estabilizar a economia. As cinco principais são: aumento do PIS/Cofins de bancos, tributação sobre juros sobre capital próprio, venda de participação da Infraero/novas concessões de aeroportos, novo aumento da Cide sobre combustíveis e imposto sobre a venda de ativos da Petrobras.
A estimativa é que esse pacote arrecade R$ 60 bilhões.

O ministro Levy só lançaria mão desse recurso em último caso, após detalhada análise de sua viabilidade. A maioria das medidas está na gaveta há algum tempo, algumas propostas por gestões anteriores. Entre elas, há as de difícil execução e aquelas que podem não produzir o efeito desejado. Ainda assim levam forte tensão ao mercado, mas asseguram que o governo não está parado, à espera do que acontecer no Congresso.

O ajuste chega às doações

As empresas já sinalizaram aos partidos e políticos que a fonte das doações secou. Além do fantasma da Operação Lava Jato, com seu efeito saneador, a recessão obriga as empresas a cortar o supérfluo. Um problemão para a eleição municipal do ano que vem.

Vento a favor

Mudou a avaliação do governo sobre a votação do ajuste na Câmara. Ouvidos os especialistas, feitos e refeitos os cálculos, não seria surpresa se a MP 665 (seguro-desemprego e abono salarial) fosse aprovada apenas com os votos da base aliada. Sinal disso foi a decisão do PT de fechar questão. Essa impressão precisaria ser sido testada ao longo das negociações de ontem.

Efeito do medo

O comando político do Planalto foi para a votação da MP 665 apostando no poder de convencimento do ministro Joaquim Levy diante dos deputados governistas. Sem a aprovação do ajuste, ele pintou um dia seguinte com tintas fortíssimas. O orçamento teria que mudar radicalmente e os cortes muito maiores e generalizados.

Pode piorar

Quem faz e analisa pesquisa sobre indicadores econômicos e avaliação de governo acredita que a novidade das próximas sondagens deverá ser o forte impacto do desemprego na popularidade da presidente Dilma. Primeiro as pessoas se queixaram da má qualidade dos serviços públicos, em seguida levaram prejuízo com a escalada da inflação. Mas o pior ainda estava por vir - o desemprego, o que mais assusta o brasileiro no momento.

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