Por monica.lima

As manifestações contra a nomeação do advogado Luiz Edson Fachin para o cargo de ministro do Supremo produziram uma campanha em seu favor jamais vista em episódios anteriores. De uma cobertura de mídia parecida com uma disputa eleitoral, chegou às redes socias e levará hoje à sua sabatina no Senado um clima de Fla X Flu. Se o fato deu um colorido moderno ao processo, de alguma forma vulgarizou um procedimento antes fiel à liturgia do cargo, como gostava de dizer o ex-presidente José Sarney. A troca de opiniões sobre a correção do comportamento de Fachin ao exercer a dupla militância como advogado público e de interesses privados chegou a conversas de botequim. Uma demonstração da extrema polarização político-ideológica a que chegamos. Os especialistas acreditam que ele será vitorioso, com placar ainda que apertado, porque seu desempenho jurídico e sua vida acadêmica não poderiam ser contestados. Prevê-se audiência recorde da TV Senado e uma cobertura jornalística digna de CPI da Petrobras.

Na mira, o Fator Previdenciário

A votação da MP 664 que restringe a pensão por morte e auxílio-doença vai enfrentar emenda propondo o fim do polêmico Fator Previdenciário. A oposição pretende lotar as galerias de aposentados fazendo pressão sobre o plenário.

Xerife dos estados

A COFIEX (Comissão de Financiamentos Externos) é o órgão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão que toca o terror no cofre dos governadores. É ele que bloqueia os pedidos de empréstimo, mesmo que exista oferta de crédito por parte dos órgãos internacionais. A economia é quase desprezível diante do sufoco das economias regionais.

Agenda positiva

Aos poucos, a presidente Dilma tenta virar a página do ajuste. Aprovou a primeira medida macro na semana passada, vai pôr na pauta da Câmara a segunda na quarta-feira, 13, e pretende lançar semana que vem o novo programa de concessões. Os empresários da área de infraestrutura estão ansiosos para conhecer os novos parâmetros de remuneração do negócio.

Nova batalha

A votação do projeto de lei que altera a política de desoneração tributária por meio do aumento da contribuição ao INSS das empresas poderá implicar numa batalha parlamentar mais renhida do que a da semana passada. O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), relator da matéria mexeu no texto para dissolver seu custo ao longo do tempo. Apesar de tramitar em regime de urgência, como há recesso no meio do caminho, só deverá ser aprovado em setembro e entrar em vigor entre novembro e dezembro.

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