Por monica.lima

Redes sociais, rádios corredor, blogs e a Praça dos Três Poderes fervilharam de histórias sobre a delação premiada de Pessoa, da UTC, por causa de sua suposta proximidade com o ex-presidente Lula. Como tempero houve o rumor da hipótese da prisão de José Dirceu, que seria uma reprisão, porque ele está em regime aberto. A especulação surgiu da recusa da Construtora OAS de entregar à Justiça Federal do Paraná documentos sobre os negócios que a empresa manteve com a firma do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a JD Consultoria. Foi um dia parecido com o da divulgação da Lista de Janot. Atípico para uma quarta-feira. Na época da ditadura, quando os boatos falavam de desvalorização cambial iminente na sexta-feira, o então ministro Delfim Netto era cáustico. “Essa história surgiu na quarta-feira em Brasília. Os cariocas contaram para os paulistas e, agora que ela está voltando pra cá, o pessoal acredita”.

Mídia digital retrô

http://www.theskimm.com/recent site bolado por duas jornalistas de menos de 30 anos que saíram da NBC News e conseguiram mais de 6 milhões de dólares de financiamento para tocar o projeto. A ideia é recuperar as primeiras newsletters dos anos 90 com temperos e visão do século 21. Elas já têm um milhão de assinantes. Nada mais retrô do que um boletim por email.

Geraldo selfie

Na festa de entrega do título Pessoa do Ano para FHC e Bill Clinton, em Nova York, quem causou foi Geraldo Alckmin. Termômetro: a grande quantidade de selfies tiradas com o governador. Ele saiu na frente como candidato do PSDB à sucessão de Dilma. É o que os tucanos de São Paulo querem; tucanos do resto do Brasil preferem Aécio, mais discreto em NY.

Paulinho galera

O deputado Paulinho faz romaria a líderes de vários partidos nos dias de votação das MPs do ajuste que restringem direitos trabalhistas. Sempre consegue doações de senhas de acesso às galerias que cada partido tem direito. Nas votações, a Força Sindical lota as privilegiadas cadeiras para vaiar petistas que defendem as medidas.

Miiicheeel!

Michel Temer preparava-se ontem à noite para comemorar mais três pontos na segunda rodada do Brasileirão político que seu time de coordenadores disputa na Câmara. Era dia de votação de mais uma MP (664) da amarga fieira de medidas do ajuste enfiado pelo vice goela abaixo do PT. Confiante, a cúpula do PMDB não sabia o que fazer com a fritura do fogo amigo atribuído à Casa Civil, que não acha a menor graça na vitória dessa turma.

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