A política está difícil para todos

Destino da Medida Provisória 664 é desconfortável para o governo

Por O Dia

O senador Paulo Paim só conseguiria o fim do fator previdenciário votando a favor de um ajuste fiscal do qual é contrárioArquivo Agência Brasil

Qualquer que tenha sido o resultado da votação do Senado sobre a medida provisória 664, que restringe direitos dos trabalhadores, mas acaba com o fator previdenciário, será desconfortável para o governo. A aprovação do texto que veio da Câmara, que parecia certa no início da noite de ontem, implicaria na necessidade de veto por parte da presidente Dilma. Mas como o governo é vulnerável, esse gesto poderá ser invalidado pelo Congresso, deixando os mercados angustiados com a volta da supressão do fator previdenciário. Se Dilma simplesmente sancionar a MP como a receber do Congresso, também lhe exigirão uma medida mais forte para garantir o equilíbrio das contas da Previdência. Pior terá sido o desconforto do senador Paulo Paim (PT), que só conseguiria o fim do fator previdenciário votando a favor de um ajuste fiscal contra o qual vem brigando desde o início do segundo mandato da presidente. A política que Brasília assiste hoje não está fácil para ninguém.

Youssef dois

Esquenta a CPI do HSBC. Terça ou quarta-feira da semana que vem, a comissão interrogará o empresário Henry Hoyer de Carvalho, 65 anos. É considerado o número dois do doleiro Alberto Youssef, como operador do PP. Entrou na história apontado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e é peça-chave para elucidar várias questões sem resposta.

Ministério da tesoura 

A cada dois meses, o Ministério da Fazenda faz um balanço do resultado do contingenciamento. Se estiver aquém das necessidades de superávit de 1,2% do PIB, o ministro Levy age sem consultar ninguém. Além disso conseguiu o resultado simbólico de cortar onde nunca ninguém cortou e retomou o nível de gastos não obrigatórios para 2013, como queria. Então, por que brigou com Nelson Barbosa?

Mal do ajuste

Uma epidemia de doenças das vias aéreas está acabando com a República. Depois que o ministro Joaquim Levy foi excluído da entrevista do anúncio dos cortes, na semana passada, na quarta-feira foi a vez do líder do PSDB, Álvaro Dias (PR). Uma pneumonia afastou o senador da votação da MP 66 que restringiu o seguro-desemprego. Se ele e outros cinco oposicionistas tivessem comparecido, a vitória por 39 a 32 teria sido ainda mais apertada para o governo.

Dia de gols de Romário na política

Ironia da política: José Maria Marin transformou-se no maior eleitor de Romário, seu arquiinimigo, como candidato a prefeito do Rio. Sua prisão enche mais a bola do baixinho do que a briga de Libdbergh Farias e Marcelo Crivella contra o ajuste da presidente Dilma.

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