Por monica.lima

Como é obvio, o ministro evita o assunto para não tumultuar ainda mais o ambiente econômico, contaminado por estatísticas negativas. Quem apostou nele, protege-se com a esperança de que Levy não seja adepto de pedaladas, prática de tão graves consequências. Mas é evidente que o clima deteriorou-se bastante desde que ficou claro que é praticamente impossível atingir o alvo fixado originalmente. Se, de fato, Levy jogar a toalha, não será uma boa sinalização, principalmente diante de nova rodada de más notícias previstas para a próxima semana, como estimativas de nova queda na arrecadação, demora na votação do projeto sobre desoneração e ameaça de desfiguração da nova fórmula de cálculo da previdência. O prazo da equipe econômica vai sendo consumido sem que ela consiga uma boa notícia para compensar os gols contra.

Velho enigma

Quem ainda aposta no Brasil para multiplicar seu dinheiro, ainda não conseguiu entender a razão de dois ou três pontos da nova política econômica ainda conservarem a estrutura da anterior. O mais embaraçoso é por que o governo manda tanto na Vale a ponto de influenciar decisivamente sua gestão. Outro, não menos complicado, é quando será marcada a data em que o Supremo vai julgar os planos econômicos que poderão resultar num impacto milionário para os bancos.

Par ou ímpar

Segundo um parlamentar do PSDB com acesso aos times de Geraldo Alckmin e Aécio Neves, embora 2018 ainda esteja longe, ambos se preparam para uma verdadeira guerra mundial na disputa pela vaga de candidato à sucessão de Dilma. A realização de prévias, que sempre rondou a cabeça dos tucanos, será inevitável.

6 por meia dúzia

A MP 676, que trata da nova fórmula de cálculo da Previdência, só serviu para aumentar a angústia da equipe econômica, exausta com o interminável processo de votação do ajuste no Congresso. Feitos os cálculos, no melhor cenário, ela só deverá ser votada em outubro. Não sem antes ser desossada durante sua tramitação na Câmara e no Senado. O mercado recebeu bem a substituição do fator previdenciário, mas só dormirá em paz quando a 676 virar lei.

Sinuca de bico

A cúpula do governo já fez duas reuniões e não chegou a nenhuma conclusão sobre como tratar o contencioso das contas do governo de 2014. Dois ou três pontos apontados pelo TCU são irrespondíveis; se o tribunal recomendar ao Congresso que rejeite as contas, o pedido de impeachment será inevitável.

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