Metade da reforma passa no Senado

Pontos da reforma política encontram resistência na Casa

Por O Dia

Senado deverá implicar com quatro pontos da reforma política que virá da Câmara: reeleição, que o PSDB e o PT querem manter, derrubando o fim do mecanismo aprovado pelos deputados; voto obrigatório, que os senadores querem implantar; financiamento misto de campanha, ao qual seria acrescentado rigoroso teto de despesas; e cláusula de desempenho, que a Câmara afrouxou, mas precisa de aperto. Nos demais - sistema proporcional, idade mínima, janela para mudança de partido e coligação - há larga margem de coincidência de opiniões. Um dos maiores problemas está no prazo dos mandatos, porque primeiro é preciso entrar em acordo sobre a reeleição. Se ela cair, o mais provável é estabelecer os cinco anos proposta pelos deputados. O presidente do Senado, Renan Calheiros, promoveu algumas reuniões e criou uma comissão para analisar o assunto sob a liderança de Romero Jucá (PMDB-RR) que desde o início do ano estuda o assunto e tem ideias claras sobre o que fazer.

Reforma vapt vupt

Renan Calheiros, Eduardo Cunha e Aécio Neves já se acertaram. Depois de conversarem muito sobre a reforma política, vão aguardar o segundo turno da emenda constitucional na Câmara e imediatamente começar a votar o projeto no Senado. Os senadores já consultados concordam em aprovar tudo em julho.

Meio quilo de sal

Para alguns analistas financeiros, a situação econômica já está tão ruim que eventual rebaixamento do grau de investimento não terá o poder corrosivo que os pessimistas lhe atribuem hoje. Será como comer meio quilo de sal, claro, mas há o colchão das reservas, o mundo não é mais o de 2008 e será possível passar a tempestade.

Não é hora de folga

Mais de uma dúzia de parlamentares muito próximos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, apostam que há pelo menos 60% de chances de ele cancelar o recesso de julho. O deputado tem pressa para "fazer o que tem que ser feito" no seu mandato de dois anos para o qual não existe reeleição.

Se a Câmara trabalhar nas férias, os três projetos que têm prioridade na pauta de votação são: segundo turno da reforma política, redução da maioridade penal e Código de Mineração.

É o amor

Em plena crise, ela mantém o humor; apaixonou-se por exercícios físicos, como andar de bicicleta; recentemente fez um gesto apontando para a própria silhueta que pode ser traduzido por "olha como eu estou bem". Os fabricantes de rumores de Brasília juntaram as pontas e chegaram à seguinte conclusão: a presidente Dilma está amando.

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