Por monica.lima

A decisão tomada pelo Conselho Monetário Nacional de reduzir o intervalo de tolerância para a inflação de 2017 de 2 pontos porcentuais para 1,5 ponto porcentual reflete o esforço do Banco Central para recuperar a credibilidade da política de combate à inflação. A intenção é capitalizar seu efeito sobre a derrubada dos preços tomando, mais adiante, a medida mais esperada que é a redução da taxa de juros. Esse passo será determinante para a retomada da economia, de acordo com as expectativas do governo, segundo uma fonte que acompanhou o processo da decisão.

O CMN partiu da observação de que a balança comercial já reagiu positivamente ao período de desvalorização da moeda. Em seguida, a taxa de juros já começou a mostrar resultados no esfriamento da economia. Faltará, em seguida, a etapa de recuperação dos investimentos, transmitindo confiança ao setor privado. No cenário anterior, aos poucos o teto da meta estava se transformando no centro. Faltava uma atitude audaciosa.

Contra-ataque

O coordenador político do governo, Michel Temer, convidou para o almoço na terça-feira, 30, os deputados de primeiro mandato. Sua intenção é abortar iniciativa digital de Elmar Nascimento (DEM-BA). Ele criou um grupo no WhatsApp com o objetivo de fazer pressão sobre o governo e barganhar votos em troca de emendas. O vice-presidente, que tem uma robusta agenda legislativa pela frente, quer se antecipar ao risco.

Pauta delicada

A Câmara deverá votar na terça-feira projeto de lei que debilita ainda mais as linhas de crédito da Caixa Econômica. De autoria do deputado Paulo Pereira da Silva, propõe reajuste dos depósitos do FGTS pelas regras da poupança: 0,5% ao mês, mais a TR ou 70% da Selic mais a TR, sempre que essa taxa estiver em 8,5% ao ano ou menos.

Amigo americano

O projeto do submarino brasileiro movido a propulsão nuclear é um dos principais beneficiados pelos acordos militares entre Brasil e Estados Unidos aprovados pelo Congresso. Embora domine o enriquecimento de urânio, o país depende de suporte na área de controle do sistema de propulsão. Os americanos têm o domínio absoluto dessas informações, que agora poderão ser compartilhadas com o Brasil sob garantia de que não serão transferidas a outros países.

Que fazer?

O desgaste da presidente Dilma voltou a atormentar o Alto Comando tucano, principalmente depois dos episódios TCU e UTC. Sua avaliação é que voltaram a crescer as chances de ela não concluir o mandato. Um dos problemas, argumentam, é a incógnita sobre a situação Michel Temer. Não sabem se o contágio alcança o vice-presidente.

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