A delicada pauta de agosto

Manifestações de rua marcadas para o mês deverão coincidir com a análise do TCU das contas do governo Dilma de 2014

Por O Dia

O prazo para que o governo responda alguns questionamentos do tribunal a respeito de práticas fiscais irregulares, conhecidas com pedaladas, termina no dia 17 de julho. Trinta dias depois que esse material for entregue, o plenário do TCU deverá se pronunciar sobre o assunto. Técnicos da instituição lembram, no entanto, que cabe recurso, o que pode empurrar o prazo um pouco mais. Os efeitos desse debate e da cobertura da mídia que tem dado grande destaque aos vazamentos da delação premiada de Ricardo Pessoa (UTC) poderão contribuir para esquentar as manifestações de agosto.

A mão aberta de Levy

Parlamentar ligado à liderança do governo na Câmara chama a atenção para um ganho expressivo da base aliada nos últimos dias. Pelo menos, no caso dos deputados de primeiro mandato, em que as dificuldades com o Planalto eram maiores. Com todos os problemas do ajuste fiscal, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, comprometeu-se a liberar R$ 1 bilhão em emendas para os calouros. Exagera quem vê semelhança entre os problemas sustentação de governos anteriores e o atual. O jeitinho encontrado por Levy foi quase uma "pedalada". Afinal os calouros não tinham direito.

Alta ansiedade

Aumentou a ansiedade do mercado com a repetição de notícias sobre os problemas do ministro Joaquim Levy no diálogo com o Palácio do Planalto e especulações sobre interrupção do mandato da presidente Dilma. Oito entre dez analistas econômicos apostam no pior para ambos. Os outros dois defendem o raciocínio do monitoramento de risco. Há doze dias, relatório trimestral da Standard & Poor's avaliou que, embora enfrentem dificuldades no Congresso, as medidas de Levy estão na direção certa.

Socorro à AGU

Os problemas de permanência do ministro Luís Inácio Adams, da Advocacia Geral da União, parecem encaminhados satisfatoriamente, mas entre os que integram o quadro de funcionários da AGU agrava-se a crise de insatisfação que resulta em entrega de cargos. E não apenas com salários considerados baixos para as exigências da função de defesa dos interesses da União. Os advogados reclamam também da falta de recursos materiais e orçamento insuficiente. No fim de semana, os jornais publicaram anúncio de concurso público para preencher 84 vagas com salário inicial de 17,3 mil reais

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