Pezão diz que será ‘o maior defensor da reeleição de Dilma’

O candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PMDB garante que o partido não está dividido no apoio à presidenta, que deverá estar ao seu lado em inaugurações de obras por todo o estado

Por O Dia

Rio - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, não tem economizado palavras quando o assunto é o apoio à candidatura da presidenta Dilma Rousseff. Na última terça-feira, em visita à redação dos jornais O DIA e Brasil Econômico, Pezão garantiu que será a pessoa mais empenhada na reeleição da presidenta, alfinetando, indiretamente, o pré-candidato petista ao governo do Estado, senador Lindbergh Farias.

“Eu, o governador Sérgio Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), vamos trabalhar muito pela presidenta Dilma. Deixei isso claro para todo mundo. É natural que o PT tenha candidato aqui no Rio e nós também. Mas eu duvido que haja alguém no Brasil que vá trabalhar tanto pela eleição da presidenta Dilma quanto eu”, afirmou o governador.

Apesar do evidente impasse que toma conta do PMDB fluminense — o presidente regional da legenda, Jorge Picciani, tem tentado convencer parlamentares a abandonarem Dilma para ceder o palanque do Rio ao presidenciável tucano Aécio Neves —, Pezão negou que haja divisões internas e assegurou que a decisão final será pela manutenção da aliança com a presidenta. “O PMDB não está dividido. Na hora certa, vocês vão ver que o partido está super unido com a presidenta Dilma e o vice-presidente Michel Temer (PMDB), que é um grande aliado nosso e amigo”, disse ele.

Esquivando-se de perguntas sobre as alianças partidárias em torno de sua candidatura ao Palácio Guanabara, o governador não deixou de enumerar, no entanto, as obras que pretende inaugurar nos próximos meses pelo interior do Estado do Rio. Dentre elas, 2.950 ruas pavimentadas na Baixada Fluminense e no município de São Gonçalo, onde, segundo Pezão, Dilma estará presente. “Ela disse que vem. Ela, aliás, nunca negou nenhum pedido nosso. Em todos os nossos projetos, Dilma se mostrou pró-ativa”.

Na tentativa de contemporizar o discurso de seu antecessor — à época do lançamento da pré-candidatura de Lindbergh, o então governador do Rio Sérgio Cabral declarou que se sentia traído pelo PT com a saída do partido de sua gestão, após sete anos de parcerias —, Pezão disse acreditar que todas as candidaturas são legítimas. Inclusive a do senador e ex-ministro da Pesca Marcelo Crivella (PRB), que também terá Dilma em seu palanque e terá o apoio do PMDB, caso vá para o segundo turno contra Anthony Garotinho (PR) ou o senador petista.

“Acho que em eleição de dois turnos todo mundo pode se apresentar. Ele (Crivella) sempre saiu (candidato). É justa a candidatura dele. Me relaciono com todos eles, reitero que quatro anos passam muito rápido e não se briga por causa disso. O Rio pagou muito caro por causa de brigas. E eu me candidato para isso, para o Rio construir pontes, unir as pessoas. Isso só se faz com união, somando forças. Esse exemplo a gente deu e ninguém pode tirar isso da gente”, defendeu Pezão.

Ao ser questionado se esse discurso de unidade — que foi o mote das campanhas de Sérgio Cabral em eleições passadas — não perderia força em sua campanha, diante de um candidato petista na disputa, o governador disse que “o eleitor vai saber separar”.

No intuito de mostrar sua boa relação com o governo federal, Pezão citou Piraí, cidade onde foi prefeito entre 1997 e 2004 e que, segundo ele, é referência na saúde fluminense. “Sou uma das pessoas que mais perturbou a presidenta e o ministro Alexandre Padilha para trazer cubanos. Falo disso desde o Lula. E não estou inventando a roda, quem trouxe médicos cubanos para cá foram Fernando Henrique e José Serra”.

Sem querer deixar explícito se acreditava ou não num esvaziamento do movimento “Aezão”, como tem sido chamado pelos dissidentes peemedebistas o projeto de chapa Aécio-Pezão, o governador minimizou o caso, alegando que muitos prefeitos do PMDB apoiaram Geraldo Alckmin (PSDB-SP) para a Presidência da República, em 2006.

Em todo o Estado, dentre os 92 municípios, Pezão disse que poderá contar com o apoio de, aproximadamente, 80 prefeitos na campanha à reeleição. “Os nove prefeitos do PT, a Rosinha (prefeita de Campos) e o Neilton Mulim (prefeito de São Gonçalo), ambos do PR, não estão na conta. Não quero constranger ninguém, estou falando, por enquanto, da nossa base formal. O prefeito de Piraí, por exemplo, é do PSB. Dos oito prefeitos do PSB, seis estão com a nossa pré-candidatura”, contabilizou.

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