Por monica.lima

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff viveu um verdadeiro dia de candidata na quinta-feira. Logo cedo, atacou o público jovem, com um bate-papo na página do Palácio do Planalto no Facebook. Depois, partiu para São Paulo, para vistoriar as obras da Arena do Corinthians, cenário da abertura da Copa do Mundo. Na passagem, visitou representantes do movimento dos sem-teto acampados próximos ao estádio, que ameaçavam ofuscar o evento.

No Facebook, a presidenta elegeu como tema da conversa com internautas um dos mais exitosos programas do seu governo, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Dilma respondeu a apenas 11 das 478 perguntas postadas pelos internautas. Ela anunciou para o fim deste mês o lançamento do Pronatec 2.0, a segunda versão do programa lançado em 2011, com o objetivo de ampliar a oferta de ensino profissionalizante no país.

Segundo a presidenta, a primeira edição alcançou, até agora, 6,8 milhões de matriculados, de uma meta de 8 milhões. “Nós pretendemos até o final do mês apresentar o Pronatec 2.0. Posso te adiantar uma informação: nesse novo Pronatec, devido a demandas que recebemos no primeiro, iremos também incluir cursos para melhorar a gestão de microempreendedores individuais e pequenos empresários”, disse Dilma, ao responder a uma internauta.

“O Pronatec, sem dúvida, será um dos principais legados que nós deixaremos”, disse a presidenta respondendo a outra pregunta, aproveitando para citar uma longa lista de feitos na área de Educação: “As 6 mil creches, Alfabetização na Idade Certa, as 60 mil escolas de tempo integral, os ônibus do Caminho da Escola. E o caminho de oportunidades para a educação superior com o Enem: o aumento das vagas nas universidades federais, junto com a lei de cotas; o acesso à universidade privada com o Prouni; a ampliação para 1,6 milhão contratos de financiamento para educação superior; o Ciência sem Fronteiras, levando a 101 mil bolsas concedidas até o final de 2014, para que estudantes brasileiros tenham acesso as melhores universidades no exterior”.

Foi a segunda vez, em duas semanas, que a presidenta entrou na rede social para responder a perguntas de internautas. A primeira, sobre o marco civil da internet, ocorreu no dia 24 de abril.

No encontro com os representantes dos Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a presidente prometeu incluir os ocupantes de um terreno perto da Arena Corinthians no programa Minha Casa, Minha vida. A presidenta foi até a ocupação após uma manhã marcada por protestos e invasões de prédios de construtoras em São Paulo.

Depois de pacificados os ânimos entre os manifestantes, Dilma visitou as instalações da Arena Corinthians, sem protestos e com direito a capacete de ouro — que ganhou de presente dos operários que trabalharam na construção do estádio . Durante a visita, Dilma cumprimentou os operários, tirou fotos e colocou o capacete dourado na cabeça.

Entre os que acompanhavam a presidenta estavam o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, pré-candidato do PT nas eleições para o governo do estado de São Paulo, os ministros do Esporte, Aldo Rebelo, e do Turismo, André Sanches, além do prefeito petista Fernando Haddad.

As obras da Arena Corinthians — popularmente chamada de Itaquerão — estão em fase de conclusão, de pequenos ajustes de acabamento, e de colocação das últimas cadeiras das arquibancadas provisórias. O estádio, com capacidade para 63 mil torcedores, será entregue com atraso. Sua construção foi iniciada em maio de 2011 e deveria ser encerrada em dezembro de 2013. O orçamento inicial foi de R$ 820 milhões, mas há denúncias de que ultrapassou esse montante. O projeto recebeu incentivos fiscais do governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo.

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