PMDB pode levar 5 estados no 1º turno das eleições

As pesquisas de intenção de voto apontam 11 estados com chances de definir seus governadores em 5 de outubro. Maior derrota dos peemedebistas pode vir do Maranhão

Por O Dia

Se as eleições acontecessem nos próximos dias, 11 estados poderiam definir seus respectivos governadores já no primeiro turno. No cenário atual, o PMDB ocupa a liderança da disputa. De acordo com as mais recentes pesquisas de intenção de voto realizadas por vários institutos, a legenda elegeria, em 5 de outubro, os candidatos Renan Filho, em Alagoas; Eduardo Braga, no Amazonas; Paulo Hartung, no Espírito Santo; Henrique Alves, no Rio Grande do Norte; e Marcelo Miranda, em Tocantins.

O PMDB ainda vislumbra a possibilidade de vitória em outros estados, mas no segundo turno. No Ceará, o partido tem esperanças com Eunício Oliveira, que lidera as pesquisas, com 42% (oito pontos percentuais à frente do petista Camilo Santana). No Pará, onde a legenda vinha liderando nos últimos meses, com Helder Barbalho, há agora uma disputa acirrada contra o tucano Simão Jatene. Cada um tem 40% da preferência do eleitorado. No Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) cresce devagar e solidamente, com condições de enfrentar Anthony Garotinho (PR) no segundo turno.

No entanto, o Maranhão é o estado onde o PMDB pode ter sua mais significativa derrota. Apesar do crescimento contínuo de Lobão Filho, o candidato do clã Sarney, hoje com 30% das intenções de voto, Flávio Dino (PCdoB), preferido de 42% dos entrevistados, lidera e ganharia a eleição no primeiro turno, caso o cenário atual seja mantido naquele estado.

Nos governos estaduais, o PSDB pode ficar com a segunda colocação. Hoje, a legenda teria condições de reeleger, no primeiro turno, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que tem pontuação maior que a soma dos seus adversários, apesar do crescimento contínuo de Paulo Skaf (PMDB). Os tucanos sairiam vitoriosos também na Paraíba, com o senador Cássio Cunha Lima, que chegou a ocupar a coordenação da campanha do presidenciável Aécio Neves, mas acabou abrindo mão do posto para se dedicar à própria eleição.

Desde o pleito de 2006, PMDB, PSDB e PT dividem a liderança para eleger seus candidatos no primeiro turno. Este ano, o maior prejudicado é o PT. O partido tem grandes chances de eleger dois governadores, mas no segundo turno. No Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral lidera as pesquisas, mas a soma dos demais candidatos ultrapassa a preferência do petista. No Piauí, Wellington Dias tem a preferência de 46% dos entrevistados — a soma dos demais candidatos, entre eles Zé Filho (PMDB), com 31%, daria 45%, praticamente um empate técnico.

Apesar da piora do quadro geral do PT em relação às eleições anteriores, o partido deve concorrer em seis disputas de segundo turno. O governador Tião Viana lidera com folga no Acre, com 46% mas deverá ter que disputar o segundo turno. No Ceará, o petista Camilo Santana está oito pontos percentuais atrás de Eunício de Oliveira. No Distrito Federal, Agnelo Queiroz disputa a vaga no segundo turno com Rodrigo Rollemberg (PSB), para enfrentar José Roberto Arruda (PR), líder isolado na pesquisa. No Rio Grande do Sul, o governador Tarso Genro (PT) cresceu nos últimos meses e ameaça as chances de Ana Amélia Lemos (PP). Há um empate técnico entre eles, 35% e 36%, respectivamente, e se enfrentarão no segundo turno.

Alguns estados, onde se desenhava o fim da eleição já no primeiro turno, surpreenderam. No caso de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, até então líder disparado, assiste ao crescimento do tucano Pimenta da Veiga. Pimentel tem 37% das intenções de voto e Pimenta, 23%. A soma de Pimenta com os demais candidatos provoca empate técnico, prorrogando a decisão dos mineiros para 26 de outubro.

No caso de Pernambuco, a mudança da preferência ocorreu logo após a morte de Eduardo Campos, então presidenciável do PSB. Em junho, Armando Monteiro (PTB), candidato apoiado por Lula e pela presidenta Dilma Rousseff, tinha 43% das intenções de voto. O candidato de Campos, Paulo Câmara (PSB), somava apenas 8% da preferência. Hoje, Monteiro tem 38% contra 29% de Câmara. Assim como em outros estados, a briga será por eleitores indecisos e pelos que votam nulo e em branco. Em Pernambuco, eles somam 27%. Por isso, a campanha de Câmara quer pegar carona na emoção do eleitorado pernambucano e produzir um fenômeno eleitoral no estado, à semelhança de Marina Silva.

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