Eleita a terceira cidade mais inteligente do mundo pela revista “Forbes”, Curitiba (PR) caminha a passos largos na aplicação das chamadas tecnologias inteligentes, com uma carteira de R$ 9 bilhões em projetos até 2017. Estão previstos investimentos em gestão de risco e habitação, além, é claro de mobilidade — destaque da cidade desde os anos 70.
O Sistema de Transporte Coletivo, que começou a rodar em 1974, conta hoje com mais de 2 mil ônibus, que circulam em faixas exclusivas e fazem mais de 2,2 mil viagens diárias. Curitiba conta ainda com um sistema de monitoramento das operações de tráfego, considerado eficiente por moradores e visitantes. São centenas de câmeras espalhadas pelas ruas, que permitem o controle do trânsito e a identificação de problemas, como os engarrafamentos.
A solução Hermes, da Indra, gere os dois principais eixos rodoviários da cidade, regulando semáforos de acordo com o tráfego. Além disso, uma aplicação da empresa regula a frota de ônibus. “Trazemos informações pontuais para o cidadão, como onde estão os ônibus e quanto tempo vão demorar. Temos ainda soluções de vídeovigilância”, conta Emilio Díaz, diretor geral Américas e presidente da Indra no Brasil. Com tantos avanços, é difícil acreditar que a cidade não tem um metrô, projeto de que sairá do papel em breve, afirma o secretário de planejamento de Curitiba, Fabio Scatolin.
Segundo ele, também são feitos investimentos em economia criativa, uma das vocações da cidade, e telecomunicações. “A Copa ajudou muito na questão da segurança”, conta.
Porto Alegre se destaca com Centro de Comando
A capital do Rio Grande do Sul é outra metrópole brasileira que possui uma série de projetos para se tornar mais inteligente. Considerado um dos mais modernos da América Latina, o Centro Integrado de Comando de Porto Alegre (CEIC) monitora diversos pontos da cidade por meio de câmeras ligadas ao gabinete do prefeito.
“A Copa do Mundo fez com que o centro trabalhasse de forma mais prática”, diz a a coordenadora-geral do Gabinete de Inovação e Tecnologia de Porto Alegre, Deborah Villela. Segundo ela, a cidade conta ainda com um projeto de gestão da iluminação pública, gerando mais eficiência na manutenção corretiva e preventiva.
Porto Alegre também avança na abertura dos dados da cidade, o que é importante, afirma Deborah, para que o cidadão possa ajudar na geração de novas tecnologias para a resolução dos problemas da cidade.
“É uma forma colaborativa de tornar a cidade mais inteligente. Lançamos ainda um portal para falar de inovação e tecnologia, o Guia ICT”, diz ela, acrescentando que a Prefeitura trabalha para aprovar uma lei de inovação.