Pole Dance: beleza, força e autoestima

A prática trabalha a força, a resistência e a autoestima de suas adeptas

Por O Dia

Rio - Antes associada apenas à sensualidade e ao erotismo, a prática do pole dance vem se popularizando, originando novas vertentes e já conquistou o coração das cariocas. A dança, que envolve movimentos acrobáticos em uma barra vertical de ferro, já é ensinada nas modalidades coreográfica, esportiva, exótica, circense e muitas outras, nas dezenas de estúdios que hoje existem no Rio de Janeiro.

Além da beleza dos movimentos, o esporte também é um exercício completo, que permite o ganho de força e até o emagrecimento, se a prática for associada a uma alimentação saudável. Para a professora Flávia Rodrigues, 40, do UpDance Studio, a prática trabalha, principalmente, a autoestima das alunas: "É mais que uma dança, é o momento da mulher, tem a ver com amor próprio, com empoderamento".  

A profissional conheceu o pole quando já era professora de outras danças, e confessa que teve que superar o preconceito para conhecer melhor o tema: "Uma amiga me falou sobre, eu logo associei a strippers. Depois, acabei me apaixonando". A profissional também garante que qualquer mulher, independentemente da idade ou da forma física, pode aderir ao esporte.

A aposentada Sandra Velloso%2C 58%2C conheceu o Pole Dance pela televisão e se apaixonou pelo esporteMarleisson Silva / Agência O Dia

A aposentada Sandra Velloso, por exemplo, tem 58 anos de idade e pratica o pole dance semanalmente. Ela conheceu a prática pela televisão e logo encontrou o estúdio, onde está até hoje. "Fiz a primeira aula, vi a professora dançando e ela parecia um anjo. Achei lindo. Foi um desafio!", contou. A evolução, segundo ela, faz o esforço valer a pena: "Achei que nunca ia conseguir, mas fui aprendendo". Ela também afirma não ter sofrido preconceito da família e dos amigos: "Sempre tem uma ou outra língua ferina, mas meus filhos adoram, assistem minhas apresentações", comemora.

Outra aluna, Melissa Yakoub, 39, também precisou se superar para fazer as aulas. Ela conta que pesava 98kg e decidiu procurar uma atividade física para apostar em uma vida mais saudável. "Achei que não conseguiria, mas me desenvolvi muito, apesar das dificuldades", conta. Ela fez uma cirurgia bariátrica, melhorou a alimentação e continuou frequentando as aulas. "Fico muito feliz. Todo mundo admira, acha bonito. Nunca tive vergonha de fazer pole dance", garante.

Melissa Yakoub perdeu 22kg depois de conhecer o pole Marleisson Silva / Agência O Dia

Flávia Rodrigues criou no estúdio o Método UP de ensino, que permite que alunas de todos os níveis dividam a sala e façam seus treinos individualmente. Ela também já capacitou mais de 130 profissionais, inclusive algumas que começaram como alunas e decidiram entrar para a carreira. 

É o caso da professora Mirella Souza, 41, que conheceu o pole há cinco anos, pela internet, quando uma amiga postou fotos dançando. Ela já era profissional de Educação Física, mas cansou da musculação e resolveu mergulhar no pole, que hoje é sua atividade principal. Além das aulas, ela também participa de competições profissionais. "Nunca tive preconceito com a prática, e os comentários negativos eu abstraio", garante.

Valéria Werneck era atleta de ginástica rítmica%2C profissional de educação física e se apaixonou pelo pole danceMarleisson Silva / Agência O Dia

O mesmo aconteceu com Valeria Werneck, 45, que é ex-atleta de ginástica rítmica. "Aos 35 anos fiquei um pouco perdida, decidi procurar uma atividade diferente e me encantei pelo pole", relata. Depois disso, decidiu se profissionalizar e assegura: "Não troco por nada".

Reportagem da estagiária Nadedja Calado, sob supervisão de Marlos Mendes

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