Por tabata.uchoa

Rio - O ‘Baile do Simonal’ ainda não acabou. O show comandado por Wilson Simoninha e por seu irmão Max de Castro em homenagem ao pai, Wilson Simonal (1938-2000), já dura cinco anos e tem pedidos para 2014. E a memória do pai desponta no balanço Zona Sul de ‘Meninas do Leblon’, faixa de abertura do quinto álbum de Simoninha, ‘Alta Fidelidade’: Simonal tinha em seu repertório o funk ‘As Menininhas do Leblon’.

Cantor faz referência ‘inconsciente’ ao pai em ‘Meninas do Leblon’Divulgação

“O disco é uma continuação do meu trabalho, mas pode ter algo inconsciente aí”, diz. O desaparecimento de Simonal do mercado nos anos 70, acusado de delatar colegas para o governo militar, não fez com que Simoninha encarasse o sucesso do ‘Baile’ como vingança. “Tento tirar qualquer sentimento ruim. Já aconteceu de um cara de 20 anos chegar para mim e dizer que o ídolo dele é o Simonal. É bom que isso esteja acontecendo. Pena que ele não esteja aqui para ver”.

Nascido no Rio e radicado em São Paulo desde a adolescência, Simoninha já vinha fazendo um som mais acariocado desde ‘Melhor’, de 2008. O novo disco traz parcerias com cariocas como João Sabiá (‘Meninas do Leblon’) e Mu Chebabi (‘Nós Dois’).
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“O Sabiá é influenciado pelo meu pai e até por mim mesmo”, lembra o cantor, cuja geração (com Max e Pedro Mariano) ajudou a trazer o soul de volta ao pop brasileiro. “Essa energia tinha que voltar. A gente tinha Banda Black Rio, Tim Maia, que criaram todo um estilo de pensar música”.
No disco, o cantor recorda sua banda Suíte Combo, que fazia som black nos anos 80/90, com ‘Quando’. “Éramos meio Jorge Ben. A música sertaneja e o pagode despontavam logo depois da onda do rock nacional, e não conseguimos espaço. Hoje também é difícil as coisas acontecerem. Além do Emicida e do Criolo, tem que ter mais gente”, diz o músico, que acompanha a carreira da novata Ellen Oléria, vencedora do reality show ‘The Voice Brasil’. “Há dois anos já se falava muito nela”.
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