A luz e a sombra de Sebastião Salgado

Renomado fotógrafo se prepara para lançar a exposição e livro ‘Genesis’, além de ser tema de documentário

Por O Dia

Rio - Considerado por especialistas um dos maiores fotógrafos vivos, Sebastião Salgado prepara-se para o projeto mais audacioso de sua longa carreira: a exposição/livro ‘Genesis’.

Ao longo de oito anos, o intrépido Sebastião, de 69 anos, viajou por mais de 30 países e regiões inóspitas como montanhas, desertos e oceanos da África, Ásia, Américas, Oceania e Antártica. Ele registrou paisagens, animais e comunidades humanas que permanecem intocadas, sobrevivendo à parte da sociedade tecnológica e moderna atual.

Elefante em fuga no Parque Nacional de Kafue%2C Zâmbia%2C em 2010Divulgação

“A mensagem de todo o projeto é a de que o ser humano precisa mudar sua atitude. O consumo de energia e a destruição do meio ambiente estão provocando um suicídio mundial. Precisamos lutar juntos, preservar, diminuir a poluição, e, sobretudo, replantar árvores”, alerta o famoso fotógrafo.

O resultado do trabalho de Sebastião poderá ser conferido no Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico, a partir do dia 28 de maio. Reunindo 245 fotos, a mostra é dividida em cinco seções: ‘Amazônia e Pantanal’; ‘Terras do Norte’; ‘África’; ‘Santuários’ e ‘Planeta Sul’.

O livro — que leva o mesmo nome do projeto — será publicado paralelamente à exposição, contendo as fotos da mostra e textos do fotógrafo, que relata suas experiências.

Sobre a elogiada técnica, ele diz:“Trabalhei a vida inteira para desenvolver minha linguagem. Tem tudo ali: minha coerência ideológica, estética e tudo o que vivi”, explica Sebastião Salgado.

O fotógrafo é também tema de documentário, dirigido por seu filho, Juliano, e pelo conceituado cineasta alemão Wim Wenders. O longa-metragem ‘A Luz e a Sombra’ (‘Shadow and Light’) aborda os 40 anos de carreira de Salgado, ao mesmo tempo que retrata a produção do projeto ‘Genesis’.

“Todos nascem com uma luz. A minha vem da infância, da minha juventude. Já fotografei bastante com cor, mas hoje procuro não fazer. Para falar a verdade, nunca as compreendi, nem gostei. Em preto e branco observo melhor o sentimento de uma fotografia”, atesta ele.

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