Por leandro.eiro

Rio - "Preeeepara!” Onipresente nas rádios e pistas de dança, o início do hit-chiclete de Anitta foi a deixa para a sequência inusitada: “...que agora é a hora da JMJ”. Isso mesmo: na contagem regressiva para a Jornada Mundial da Juventude, que será realizada de 23 a 28 de julho no Rio, um grupo jovem da Igreja Católica lançou na internet uma versão — comportada, claro — da música ‘Show das Poderosas’. Resultado: postado há uma semana, o vídeo de ‘Show da JMJ’ já registra, entre críticas e elogios, mais de 60 mil visualizações.

Dezesseis dançarinos do grupo jovem Renascer aparecem no vídeo%2C que tem mais de 60 mil visualizaçõesDivulgação


“Estávamos em uma pizzaria, quando, de repente, a música começou a tocar no telefone de uma amiga: “Prepara, que agora...”. Logo tive a ideia: “agora é a hora da JMJ”. Quando cantei, o pessoal adorou. Cada um deu uma opinião e, em casa, fiz o resto da letra”, diz Thiago Pigozzo, 21 anos, coordenador do núcleo de dança do grupo jovem Renascer, de Casimiro de Abreu.
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Para produzir o vídeo, foram necessários apenas R$ 170, uma semana e meia de produção e 16 dançarinos em cena (com idades entre 15 e 23 anos). “Uma produtora ajudou a gente. Tentamos fazer bem parecido com o da Anitta, mas tirando toda a sensualidade. A ideia é aproveitar o ritmo, que cola no ouvido, e trazê-lo para a Igreja, de uma forma diferente”, explica Thiago. E, agora que o clipe está bombando, a galera sonha alto. Imagina só uma apresentação na JMJ?
“Na verdade, acho que nada mais é impossível, porque não imaginava toda essa repercussão. Ficaria muito feliz”, afirma a ‘cover’ de Anitta, Luiza Silfer, 15 anos, agora conhecida como MC Luiza. “Nosso maior sonho é esse. Mas depende de Deus”, completa Thiago, que também é vocalista da banda Trinum.
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Até o sacerdote da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, em Casimiro de Abreu, se rendeu ao sucesso dos pupilos. “O padre Tonny leva o vídeo no celular e mostra para as pessoas na rua. Também faz questão de mostrar depois que a missa acaba”, festeja Thiago, que prepara até uma versão em espanhol. Há, porém, quem não aprove a ideia. “Que vergonha colocar um ritmo podre e sujo como o funk dentro da igreja”, diz uma das críticas no You Tube.
“São pessoas que não entendem o intuito. Mas, se Cristo se crucificou por nós, por que não podemos ser crucificados pela crítica?”, conclui Thiago.
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