Por daniela.lima

Rio - Quando a banda de irmãos Hanson se formou em Oklahoma, nos Estados Unidos, em 1992, o baterista Zac mal acabara de largar as fraldas: tinha 6 anos. Junto dos também louros e bem asseados Isaac (guitarra) e Taylor (teclado), com seus vocais ensaiadinhos e repertório de canções facilmente cantaroláveis, logo foram classificados como mais uma boy band no pedaço. Agora marmanjos, eles trazem de volta ao Rio essas canções — se apresentam no dia 20 de julho no Citibank Hall. 

O já crescidinho trio dos irmãos Hanson volta ao Rio. Isaac%2C Taylor e ZacDivulgação


“Isso foi porque a gente fez sucesso muito jovem. As pessoas focaram apenas em nosso visual e não enxergaram que éramos também bons músicos e compositores. As meninas gostavam, é verdade, mas quem for ao nosso show esperando alguma daquelas dancinhas ensaiadas, vai ficar muito desapontado”, descarta Isaac Hanson.

Hoje, eles já são bem grandinhos (Isaac, o mais velho, tem 32 anos; Taylor, 30; e Zac, 27), pais de família, e podem gozar (ops!) a maioridade fazendo as coisas que não podiam quando ainda eram astros mirins.

“Lançamos este ano a nossa própria cerveja, chamada MMMHops”, comemora Isaac. “O nome é inspirado na nossa música ‘MMMBop’. Depois de anos na estrada, tivemos a chance de experimentar muitas cervejas, ficamos empolgados com os diferentes sabores e pensamos que seria legal ter a nossa própria, que é uma cerveja muito, muito boa”.

Isaac parece gostar do negócio. Das lembranças que guarda das diversas vindas do trio ao Brasil, as aventuras etílicas resistem como as mais inesquecíveis. “Caipirinhas!”, dispara. “Amo cachaça. Além disso, guardo recordações de a comida ser muito boa, muito churrasco. E os fãs brasileiros, sempre muito presentes e entusiasmados”, elogia.

Beber sua própria cerveja na estrada é mole, quero ver é aturar trabalhar com as mesmas pessoas que você conhece desde que nasceu. “Pior do que estar em uma banda por um longo tempo, é estar em uma banda com seus irmãos”, brinca. “Não é fácil, mas mantemos respeito mútuo e entusiasmo para tocar”.

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