Jobim e seu Opala eletrônico

Filha de Tom, Maria Luiza lança EP de seu duo e descarta influência musical do pai

Por O Dia

Rio - Há 26 anos, Maria Luiza nasceu naquela que pode ser chamada de “família real da música brasileira”: o clã Jobim. Filha caçula de Tom, a cantora, porém, não se dedica à bossa nova eternizada pelo pai. Muito pelo contrário.

“Meu caminho é tão diferente do dele, minha vida, minhas referências, é quase como se nós não tivéssemos escolhido a mesma profissão”, descarta ela, que conviveu com Tom até os 7 anos. “Ele me influenciou como qualquer pai influencia seu filho, vai muito além da música, vai no jeito de ser, no jeito de amar”, define ela.

Maria Luiza Jobim é carioca%2C mas canta em inglês e gosta de chuva e frioDivulgação

Seu duo Opala, que divide com o produtor Lucas de Paiva e toca neste domingo na estreia do Projeto Circular, no espaço Comuna (Rua Sorocaba 585, Botafogo, 2205-0362), se dedica à música eletrônica. E canta em inglês. Bom, pelo menos por enquanto, como explica Maria Luiza: “Fui alfabetizada em inglês e sempre que vou escrever qualquer coisa mais poética, sai em inglês. O Lucas também. Filho de diplomata, passou boa parte da vida viajando e fala perfeitamente o idioma. Tentamos muito fazer letras em português, até porque cantamos para brasileiros, mas ficava esquisito e a gente empacava. Mas ainda quero conseguir escrever coisas dignas de mostrar ao mundo em português”, revela.

Não é só escrevendo em português que ela se sente estranha. A carioca conta ainda que seus amigos dizem que ela parece ter nascido na cidade errada.

“Eu gosto do frio, raramente vou à praia e amo a chuva!”, diverte-se, logo ressaltando que ama o Rio e, “apesar de tantas vezes me achar um peixe fora d’água em meio a tanto sol e sarados, gosto de programas tipicamente cariocas, como tomar café no Parque Lage, ir à Livraria da Travessa e ao Circo Voador ou comer o cabrito do Nova Capela”, lista a cantora.

Plano B

No momento, o foco de Maria Luiza Jobim está no Opala. No show de hoje, o duo lança o EP (disco com cinco faixas) ‘Carregado de Sutilezas’. Planos para o futuro? “Pintar é um hábito infantil de que nunca me desprendi. Um dia, quem sabe, pode ser um plano B”, sugere a ex-estudante de Arquitetura.

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