Por daniela.lima

Rio - O elenco de ‘O Concurso’ é instigante: os protagonistas Fábio Porchat, Rodrigo Pandolfo, Danton Mello e Anderson Di Rizzi têm ótimas interpretações. O que não basta para salvar todo o resto do filme, que é um desastre completo nos 87 minutos de duração. 

‘O Concurso’ reúne protagonistas com boa atuação%2C mas não consegue acertar nas piadasDivulgação


O tema é cheio de potencial para render um ótimo roteiro. Mas, ao abordar a acirrada disputa pelo concurso público de juiz federal no Brasil, tanto o roteirista Tubaldini Jr. quanto o estreante diretor Pedro Vasconcelos foram desprovidos de imaginação.

Na trama, Caio (Danton Mello), Rogério Carlos (Fábio Porchat), Bernardinho (Rodrigo Pandolfo) e Freitas (Anderson Di Rizzi) saem de diferentes regiões do País para concluir a última fase do concurso no Rio. Representando os estereótipos do cearense religioso, do paulista tímido, do gaúcho gay e do carioca malandro, essa turma apronta várias trapalhadas para conseguir o gabarito da prova. As confusões têm direito a traficantes anões e Sabrina Sato como a ninfomaníaca atiradora de facas Martinha — a atuação prova que ela é ótima apresentadora —, além de diálogos pouco inteligentes e uma série de clichês.

Em questões cinematográficas, o estreante Pedro Vasconcelos deixa a desejar. Acostumado a trabalhar em televisão, ele mostra-se ainda imaturo ao explorar pouco uma linguagem mais específica para o cinema. O tom de absurdo da trama também é mal trabalhado e subestima o telespectador.

Com exceção da boa performance dos protagonistas e de alguns personagens do elenco de apoio como Pedro Paulo Rangel, que garantem a cotação do filme, no concurso do riso, essa nova comédia nacional foi reprovada em quase todos os requisitos.

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