Banda americana B-52s aterrissa no Rio para matar a saudade dos fãs

Sucesso dos anos 80 volta aos palcos do país

Por O Dia

Rio - O B-52s é daquelas bandas que fizeram mais sucesso no Brasil do que em seu país de origem, os Estados Unidos. Não que eles não tenham estourado por lá: é que aqui a coisa tomou proporções maiores mesmo. Por essas e outras, o grupo volta mais uma vez — a última foi em 2009 —, e se apresenta dia 4 de outubro no Vivo Rio.

A banda americana B-52s aterrissa no Rio para matar a saudade dos fãsReprodução

“Eu nunca vou esquecer da multidão no Rock in Rio (em 1985). Sobrevoamos de helicóptero e foi incrível! Tinha tanta gente dançando, foi lindo. Foi a coisa mais maravilhosa fazer parte daquilo”, lembra Cindy Wilson, uma das míticas vocalistas do grupo, ao lado de Fred Schneider e Kate Pierson. O show também marcou a carreira da banda por ter sido o último de que Ricky Wilson, irmão dela e guitarrista original do B-52s, participou — ele morreu de Aids naquele ano.

“O Rio é um dos meus lugares preferidos”, garante Cindy. “Eu me lembro da primeira vez que vi a cidade, me nocauteou. A paisagem linda, a forma como a cidade termina no mar... E todo mundo é bonito aí (risos)! A vista do Cristo é inacreditável. Adoraria levar meus filhos”, diz ela, que tem uma filha e um filho adolescentes, India e Nolan Bennett. “Eles têm algumas bandas juntos, como Already Taken, e também se apresentam em dupla”, conta.

O repertório do show, garante Cindy, vai trazer os grandes sucessos do grupo. “No palco, uma das minhas partes favoritas é quando cantamos as músicas do CD Funplex (2008)”, garante ela, que descarta um novo álbum de inéditas por enquanto. “Keith (Strickland, multi-instrumentista e um dos compositores da banda) não está com a gente, é muito difícil sem ele. Se ele quiser voltar, vamos adorar! Por enquanto, estamos apenas fazendo shows”, diz.

Cindy se diz feliz com a volta do interesse por diversos artistas dos anos 80. “Originalmente, fomos muito importantes para a época, quando surgimos na cena new wave e punk. Éramos diferentes do que estava rolando e tínhamos muita energia”, lembra.

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