Por tabata.uchoa

Rio - A pessoa está em casa, curtindo o ócio. De repente, surge uma ideia brilhante, que, fatalmente, necessita de grana para ser tirada do papel — ou melhor, da cabeça. Aí, ela pensa na dificuldade que teria para conseguir patrocínio e simplesmente desiste, desperdiçando um projeto que poderia fazer diferença na vida de milhares de pessoas. Em seu 16º ano, o programa Rumos, do Itaú Cultural, quer mudar essa realidade. Ideias ligadas à Cultura são bem-vindas e podem receber até R$ 400 mil em investimentos, de um total de R$ 10,5 milhões reservados para o Rumos, que está com inscrições abertas no site (rumositaucultural.org.br) até dia 14 de novembro.

Eduardo Saron%2C diretor do Itaú Cultural%2C fala sobre o incentivo a artistas Divulgação

“A cena cultural está em permanente e profunda transformação. Quando começamos com o Rumos, gravar um disco era uma tarefa para iniciados. Hoje se produz um trabalho musical no quarto de um apartamento, com alta qualidade”, diz Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, ressaltando que o programa completa 16 anos em 2013, já atingiu mais de 5,1 milhões de pessoas e selecionou 1.130 artistas, pesquisadores e produtores.

Este ano, o Rumos apresenta mudanças em seu conceito. Agora, em vez de abrir editais específicos para cada área de expressão artística ou intelectual, o candidato pode inscrever seu projeto em diferentes modalidades. “Ficou mais flexível, refletindo a realidade da produção contemporânea. Antes, tínhamos que esperar dois ou três anos para abrir espaço para um projeto de dança ou música, por exemplo, e sentíamos dificuldade de apoiar propostas que mesclassem plataformas”, aponta Saron, que destaca o protagonismo do artista no programa. “Vamos apostar no risco, nas complexidades e na particularidade de cada trabalho proposto. Queremos ser fonte para viabilizar ideias e não uma forma para enquadrar ideias”, observa.

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