Por daniela.lima

Rio - Quem for ao Rock in Rio disposto a se aventurar nos brinquedos não pode ter medo de altura. E, sem vertigem, a equipe do DIA testou as atrações. A mais popular, com enormes filas para uma voltinha, é a tirolesa, que, em 2011, divertiu cerca de 1500 pessoas por dia. A 23 metros de altura, cortamos a frente do palco principal, pendurados apenas por um colete de segurança. Adrenalina garantida se imaginarmos que nos dias de show passaremos por cima das cabeças de milhares de fãs animados. 

Roberto e Roberta Medina, pai e filha, organizadores do evento. Eles garantem que a diversão é para todosJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia


“Quem quiser se divertir mesmo é bom vir sem trazer muita coisa, como mochilas pesadas”, lembra a vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina. Bom lembrar que é permitida a entrada de comida, mas não de bebidas.

O recorde de altura vai para a roda-gigante, com 36 metros. De lá, se tem uma incrível vista da Barra da Tijuca. Além de toda a área de 150 m² do evento, que começa às 14h e termina às 3h. “É bom todos chegarem cedo, assim podem aproveitar todas as atrações”, recomenda Roberta.

E para quem não tiver medo de unir altitude à velocidade, a montanha-russa é a opção. Apesar de ter apenas 12 metros de altura, o carrinho é veloz e garante a adrenalina das 595 mil pessoas que devem passar pelos sete dias do evento.

Aqueles que não gostam de aventura vão se divertir com a música. Nos palcos Mundo, Sunset, Eletrônica (em formato de uma aranha) e Rock Street (com temática inspirada na Grã-Bretanha), vão desfilar artistas do rock, da MPB e do pop. Sem preconceitos. A intenção do evento, segundo os organizadores, é agradar a todas as tribos. Daquelas que balançam os cabelos como Beyoncé às que sacodem a poeira com Ivete Sangalo e, é claro, aquelas que curtem um rock pesado no estilo Metallica.

“Não sei quem inventou essas regras. É uma ignorância. O evento se chama Rock in Rio por ter surgido após a ditadura, o gênero rock tinha uma certa irreverência na época. Mas é uma grande festa, tem espaço para todos”, diz Roberto Medina, presidente do festival, ressaltando que fazem pesquisas periódicas com o público para saber quais atrações contratar. “Não sigo meu gosto pessoal”, garante. 

A tirolesa%2C que tem 23 metros de altura%2C passa por toda frente do palco principal e sobrevoa a multidão José Pedro Monteiro / Agência O Dia


Neste ano, os responsáveis pelo Rock in Rio fizeram um plano de ação para corrigir falhas de edições anteriores. “Na última (2011), o problema com os transportes ocorreu no primeiro dia, pois algumas pessoas insistiam em subir nos ônibus especiais, que têm horários certos para o embarque. No segundo dia, foi resolvido. Desta vez, investimos pesado na comunicação para informar o público”, observa Roberta Medina, ressaltando que não é possível chegar à região de carro. “Além das linhas especiais (os bilhetes do primeiro fim de semana já estão esgotados), que deixam os usuários no Riocentro, têm as linhas tradicionais e os ônibus que saem de 15 em 15 minutos do terminal Alvorada”, ensina.

Para evitar furtos — como os ocorridos na última edição, que chegou a contabilizar 700 incidentes dentro e fora da Cidade do Rock — foram contratados mil seguranças.

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