De fã para ídolo

Da plateia, dá para chamar a atenção do seu ídolo que está lááá... no palco, em pleno show. É o que uma turma vai fazer na edição 2013 do Rock in Rio

Por O Dia

Rio - E já diziam os velhos chavões do jornalismo: “os fãs vão à loucura”, “o público vai ao delírio”. No caso de uma certa galera aí, loucura não é apelido. Embalados pelo Rock in Rio, eles fazem de tudo para acompanhar o dia a dia de seus ídolos e prometem se esforçar para fazer bonito na hora dos shows, preparando várias surpresas.

“A gente mandou fazer uma bandeira do Brasil com a inscrição ‘JT’, de Justin Timberlake, que ele está usando na turnê nova ”, diz a fã Caroline Costa, 25 anos. Ela pretende entregar o mimo para o cantor hoje, no festival, durante seu show. A menina tem a torcida e a ajuda das amigas Mayara Rocha, 19, e Grayce de Castro, 18, com quem vai ao Rock in Rio. E de outras fãs, como Luciana Macedo, 24, e as brasilienses Barbara Ricken e Isabela Cortopassi, ambas de 19.

“Também vamos subir um monte de bandeirinhas do Brasil no meio da música ‘Let The Groove Get In’. Ele disse que se inspirou no Jackson 5 e nos ritmos brasileiros para fazer essa música. Chegou até a botar uma bandeira do Brasil no palco em alguns shows quando cantava”, continua a menina.

Barbara%2C Luciana%2C Isabela%2C Mayara%2C Graice e Caroline (da esquerda) posam com pôsteres e camisetas de Justin TimberlakePaulo Alvadia / Agência O Dia

As três têm lá os seus históricos de loucura por Justin. Mayara veio de Fortaleza para se juntar ao grupo de fãs cariocas do cantor e vai ao Rock in Rio. E já tatuou um verso do artista na lateral do corpo — a frase “what goes around comes back around”, da música ‘What Goes Around... Comes Around’. “Estamos há mais de dez anos esperando por esse show!”, alegra-se a menina. Já Grayce bem que tentou fazer parecido. “Aos 11 anos, peguei uma agulha e escrevi ‘J’ no dedo em homenagem a ele. Olha só que ideia! Na época, eu era doida para fazer uma tatuagem”, lembra.

Se os fãs de Justin não ficam cara a cara com o astro desde quando ele estava na boy band N’Sync (que veio para o Rock in Rio 3, de 2001), imagina só o sufoco dos admiradores do americano John Mayer. O cantor nunca veio à América Latina — e estreia no Brasil neste Rock in Rio. Ele preocupou o público quando teve um granuloma (reação inflamatória) nas cordas vocais, em 2011, mas agora vem. “A gente vai levantar os celulares quando ele cantar ‘Gravity’, uma música em que ele fala ‘me deixe onde a luz está’. A frase é uma marca dele, tem fãs que inclusive a tatuaram”, diz Chaiene Vilela, 18, do fã-clube John Mayer Brasil.

Ela, assim como os amigos João Pedro Albuquerque, 20, Jessica Mayra, 22, e Ana Paula Ferreira, 18, fazem uma espécie de ‘militância’ pelo som do cantor. “Eu obrigo meu pai a ouvir quando ele me leva para a faculdade e mostro para os meus amigos.Também criei um grupo no (aplicativo de celular) Whatsapp só para ele. Meu celular não para por causa disso!”.


Muitas surpresas

O cantor de ‘No Such Thing’ deve voltar para casa cheio de presentes. A galera de outro clube, o John Mayer BR, quer presenteá-lo com um livro coletivo de fotos do Brasil. E pôs no YouTube o vídeo ‘Draw my life — John Mayer’, que conta sua história em desenhos. “No livro, fãs do Brasil inteiro fizeram fotos de lugares diferentes do país e ainda colocaram uma recomendação de música para ele ouvir em cada imagem”, diz Camila Furtado, 24, do fã-clube. “O Mayer disse recentemente que sabe que esperamos por ele há anos. Vamos todos dar a ele uma experiência incrível!”

Fã do Bon Jovi, a jornalista Halime Musser, 30, já planejou uma surpresa e tanto para o líder do grupo, Jon Bon Jovi. “Aos 15, ganhei uma viagem para Nova York e pensei em ir até a casa dele em Nova Jersey, mas ia ficar caro”, lembra ela, que compensou fazendo uma espécie de turnê bonjoviana. “Entrei em todos os bares que tinham foto dele na parede e fiz meus pais me levarem em locações de clipes”. Com as amigas, ela irá até São Paulo assistir ao outro show do grupo — mesmo após a surpresa da mudança de datas, do dia 21 para o 22. “Gastei uma grana violenta com a mudança de passagens, mas vamos lá”, anima-se.



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