Por adriano.araujo

Rio - Aqueles que criticam o Rock in Rio por reunir poucas bandas do gênero que dá nome ao festival ganharam um aliado de peso: Marky Ramone, ex-baterista da lendária banda de punk rock Ramones ­ — ele tocou neste sábado, no Palco Sunset, ao lado de Michale Graves, ex-vocalista do Misfits. "Respeito o fato de existirem muitas coisas diferentes na música. Eu mesmo, às vezes, toco como DJ. Mas, se é Rock in Rio, o evento deveria ser rock", argumentou, em entrevista ao DIA.

Marky Ramone levou muito rock junto com Michale GravesAgNews

Marky também ficou surpreso ao saber que uma das maiores bandas do Brasil, o Charlie Brown Jr., perdeu dois de seus integrantes este ano — o vocalista Chorão morreu de overdose em março; o baixista Champignon, que havia assumido os vocais em 'A Banca', foi encontrado morto esta semana. "Sério? Isso é péssimo. Que estilo eles tocavam?", quis saber ele, que aproveitou para mandar uma mensagem para os músicos da banda. “Sugiro que não parem. Continuem tocando com as pessoas que vocês amam”.

No show, Marky tocou sucessos do Ramones como ‘I Believe in Miracles’ e ‘Pet Sematary’. Sem parar. “Não gostamos de falar muito entre as músicas. Há muitas bandas que ficam querendo animar o público toda hora. Dizem coisas como: ‘Quem quer mais’?, ‘gritem’, ‘cantem’. Não fazemos isso. Música é apenas o que importa”, decreta.

O roqueiro, que volta e meia vem ao Brasil, declara amor pelo país. “Sinto um sentimento de liberdade quando estou aqui. Adoro caminhar pelas ruas. Amo as praias do Rio de Janeiro”, conta ele, que não se irrita nem com as ‘loucuras’ dos fãs, que, não raro, o perseguem por ruas e hotéis onde se hospeda. “Não fico chateadado!”, garante.

Clique na imagem acima e veja foto 360º dos fogos na abertura do Rock in RioAyrton 360º


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