Humberto Gessinger reflete sobre passagem do tempo no CD solo 'Insular'

Como de hábito, Gessinger concilia os códigos do rock com suas influências gaúchas

Por O Dia

Rio - Humberto Gessinger se assustou ao encarar o espelho e perceber que está ficando velho. A confissão é feita já nos versos iniciais de ‘Segura a onda, DG’, uma das músicas de seu CD solo ‘Insular’. Primeiro disco de repertório inédito do artista gaúcho desde ‘Dançando no campo minado’ (2003), ‘Insular’ esboça reflexões sobre a passagem do tempo e os efeitos inexoráveis da velhice. 

Humberto Gessinger reflete sobre passagem do tempo no bom CD solo 'Insular'Divulgação


MILONGA E ROCK NO DISCO

‘Insular’ é CD solo de Gessinger, embora de certa forma o mentor do grupo Engenheiros do Hawaii tenha sempre comandado o ‘exército de um homem só’, ele mesmo, quando gravava CD com banda.

‘Insular’ é bom disco. A safra autoral exibe vigor. Como de hábito, Gessinger concilia os códigos do rock com suas influências gaúchas, já enfatizadas pelos músicos convidados serem do Sul. Gravada com a adição da guitarra de Frank Solari, a ‘Milonga do xeque-mate’ é exemplo da habilidade de Gessinger para reciclar sons dos Pampas, também evocados na repetição do termo ‘prenda minha’ na letra da balada ‘Essas vidas da gente’.

Música que abre o CD, ‘Terei vivido’ reflete sobre o fato de Gessinger já ter vivido a parte maior de sua vida. Talvez pela consciência de vislumbrar o fim da ‘infinita highway’, o rock ‘Bora’ destile tanta urgência. ‘Bora, há uma ponte / Pro horizonte no teu quintal’, convida o cantor na faixa.

Parceria com Rogério Flausino, ‘Tudo está parado’ se contradiz e prova que Gessinger continua em movimento.

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