Samuel Rosa se prepara para voltar ao Rock in Rio com o Skank

Banda será a primeira atração no Palco Mundo do festival no sábado, enfileirando seus sucessos

Por O Dia

Rio - Quando o assunto é Skank, um é pouco: melhor é dar dois! E o vocalista Samuel Rosa assim o fará, neste sábado, quando volta ao palco do Rock in Rio para enfileirar os sucessos de seu grupo no Palco Mundo — no último domingo, ele cantou no Palco Sunset com o amigo e parceiro Nando Reis. 

Depois de cantar com Nando Reis%2C Samuel Rosa se prepara para voltar ao Rock in Rio com o SkankReprodução Internet


“O Nando volta ao festival também, vai cantar com a gente, além do Emicida”, lista Samuel. “Apesar de estarmos em estúdio, nada do disco novo estará no repertório deste show. Vamos passar mais pelas músicas impossíveis de fugir, como ‘Garota Nacional’ e ‘Saideira’”, detalha.

Esta última, foi gravada recentemente por ninguém menos que o lendário guitarrista mexicano Carlos Santana, para seu próximo CD e com participação do próprio Samuel Rosa.

“Tentei trazê-lo para tocar com a gente nesse Rock in Rio e quase rolou! Mas tem uma série de acontecimentos ainda para rolar sobre esse disco novo do Santana. ‘Saideira’, inclusive, será a música de trabalho. Depois de ele lançar o disco, vai ter um show no México que vai virar um DVD. É uma boa parceria que quero pavimentar. Quem sabe no próximo Rock in Rio o Santana não vem tocar ‘Saideira’ com a gente?”, sugere.

Da plateia não deve dar para notar, mas no telão ou pela televisão, o autógrafo de Santana estará lá em uma das guitarras de Samuel.

A música se chama ‘Saideira’, mas ela será tocada no show de abertura no Palco Mundo, sábado. O Skank começa os trabalhos às 18h30, seguido de Phillip Phillips vencedor do ‘American Idol’), John Mayer e Bruce Springsteen. A apresentação do grupo de Samuel Rosa vai usar e abusar das possibilidades do telão. Cenas das manifestações durante a Copa das Confederações, por exemplo, vão ser exibidas na introdução de ‘É Uma Partida de Futebol’.

“Estamos ensaiando muito essa sincronia com o telão, mas eu já avisei: ‘Não sincroniza tudo demais, não!’. A gente também gosta de aproveitar o calor do que rola na hora e se jogar”, conta o vocalista.

Emicida está programado para entrar logo no início do show, com suas rimas na cola da primeira música, ‘Presença’. Já Nando Reis virá mais para o final, em ‘Resposta’, uma das parcerias dele com Samuel. Outros sucessos, como ‘Vou Deixar’ e ‘Jackie Tequila’, estão no roteiro. 


DISCO NOVO

Os lançamentos mais recentes do Skank foram o CD e DVD ‘Multishow Ao Vivo — Skank no Mineirão’, de 2010; a coletânea de raridades ‘Skank 91’ e o DVD com a apresentação no Rock in Rio de 2011, que saíram no ano passado. Músicas novas não pintam desde 2008, no disco ‘Estandarte’. O álbum que preparam em estúdio no momento será o nono da carreira (sem contar os ao vivo e compilações). “O disco está previsto para março de 14”, anuncia Samuel.

Enquanto o CD não sai, eles seguem tocando os sucessos Brasil afora. O show com Nando Reis, no Sunset do Rock in Rio domingo, trouxe boas lembranças a Samuel Rosa.

“Me lembrou muito um show que fizemos na Suíça, em 1997. O palco era bem parecido e foi talvez o melhor show que fizemos na carreira”, elege. 

Na abertura do Palco Mundo%2C o Sepultura toca com os 18 músicos do grupo francês Tambours du BronxDivulgação


BATE FORTE O TAMBOR

A segunda semana do Rock in Rio começa hoje, em clima de heavy metal — com o ápice no show do Metallica, que encerra os trabalhos. Na abertura do Palco Mundo, o Sepultura toca com uma verdadeira multidão. São os 18 músicos do grupo francês Tambours du Bronx.

“Nosso trabalho é democrático, não temos um líder. Fazemos de tudo: dirigimos, montamos o palco, fazemos merchandising”, afirma Dominique Gaudeaux, o Dom, um dos músicos — ele divide o palco com 17 colegas de apelidos curtos, como Dédé, Nono e Franky.

Com 18 caras martelando em barris metálicos, o equipamento (que viaja, por terra, em três vans) chega a 1.200 kg. “Usamos cada barril duas vezes, um lado por show. Damos os usados para os fãs”, diz o músico, que arruma barris na Bélgica. “Compramos logo um monte. Já tocamos com barris que ainda tinham um pouco de gasolina ou cola. E ficamos respirando isso enquanto tocávamos! O único jeito é pintar os barris”, conta.

O Tambours, que vem do subúrbio industrial francês de Nevers (chamado pelos americanos de “The Bronx”, daí o nome), promete material próprio novo no show com o Sepultura. “Vamos ter muita energia e som pesado no palco. Somos fãs de metal: Motörhead, Iron Maiden, Sepultura, Ministry...”, elenca Dom.

por Ricardo Schott

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