Para atrair público, peça inclui nome de Eri Johnson, mesmo sem sua participação

'Acabei indo na estreia conferir e adorei. Os atores são muito divertidos', revelou o homenageado

Por O Dia

Rio - Eri Johnson não é o rei do camarote, mas pode-se dizer que ele é um rei das bilheterias de teatro. Tanto sucesso com o público fez o ator virar nome da peça que reúne uma série de cenas de humor e traz Murilo Souto no elenco. ‘Eri Johnson — Pra Ver Se Lota’, que estreou dia 6, em São Paulo, não traz o ator no elenco nem na direção, mas carrega seu nome no título, sugerindo o motivo pelo qual ganhou a homenagem. 

Eri Johnson está em cartaz na peça ‘Pequeno Dicionário Amoroso’Alex Nunes


“Um dos atores da peça entrou em contato comigo perguntando se podia colocar esse nome para me homenagear, e ao mesmo tempo ver se lotava o teatro. Fiquei muito preocupado, mas disse que se a peça não desrespeitasse ninguém, que fosse algo para divertir e de qualidade, não teria problema algum. Acabei indo na estreia conferir e adorei. Os atores são muito divertidos”, conta Eri Johnson, que comprovou ser mesmo pé-quente. “Pelo menos na estreia estava lotado”, diverte-se.

Em cartaz no Teatro Leblon com o espetáculo ‘Pequeno Dicionário Amoroso’, Eri não se faz de desentendido quando é questionado sobre o fenômeno ‘casa lotada’. “Muita gente da classe artística, quando me encontra, pergunta: ‘E aí Eri, continua lotando?’. As moças das bilheterias dizem pra mim: ‘Poxa, tinha tempo que a casa não lotava’. Os amigos fazem brincadeiras do tipo: ‘Esse é o cara que lota os teatros’. Também tem muito produtor que fala: ‘Quando for fazer uma nova peça, vem pra nossa produtora’”, diz ele, confirmando a fama.

São 52 anos de idade e 34 em cima dos palcos. Hoje, Eri comemora o tempo das vacas gordas, mas conta que nem sempre foi assim: “Minhas peças fazem sucesso porque faço comédia de qualidade e respeito meu público. Já me apresentei para pouca gente, mas posso garantir que sou o mesmo, tendo 15 pessoas assistindo ou com tudo lotado. Nunca fui ator de olhar no buraquinho da cortina para ver se tinha muita gente na plateia. Sexta-feira, último capítulo de novela boa, é teatro vazio na certa. Também não sou o cara que deseja ‘merda’ (expressão teatral usada para desejar sucesso) para os outros. Eu desejo sorte, vida longa, que a pessoa brilhe. Entendo que é tradição, uma coisa antiga. Mas quando desejam para mim, eu respondo: ‘Pra mim, não!’”.

Depois de cinco anos fazendo monólogo, em ‘Pequeno Dicionário Amoroso’ Eri Johnson divide o palco com Juliana Knust, Rafael Zulu e Camila Rodrigues. Uma experiência que pesa no orçamento. “Sabia que ia ganhar três vezes menos do que ganhava no monólogo. Isso estava no contrato. Mas o meu interesse é no teatro é ajudar os amigos que queiram lotar a plateia também”, conta.

Na comédia romântica, o ator aborda temas como amor e dicas para casais. Fato que chama atenção, já que ele é um solteirão convicto. “Sou muito solteiro. Mas sou um solteiro com possibilidades de casar. Mas também não sou eu quem dá as dicas amorosas, é o texto”, adverte.
A fama de pegador também não passa batida: “Ou o cara é pegador ou é gay. Eu não sou pegador, mas se a fama é essa não tem problema. Eu não discuto”, brinca.

Como jurado de talentos no programa ‘TV Xuxa’ e apresentador de eventos da Rede Globo, ele garante que está realizado, e revela que nunca recusou papel em novela e que gosta de fazer personagens que contam uma boa história. “Nunca recusei porque sou funcionário e muito bem pago por isso”, justifica ele, admitindo que, na teledramaturgia, trilha um caminho diferente do que no teatro: “Nunca acabei uma novela já estando reservado para outra. Um diretor de TV não fala: ‘Eu quero o Eri!’. Eu não sou esse ator disputado. Mas tenho muita fé em Deus e ele disse para mim: ‘Não espere na TV o que você vai ter no teatro. No teatro, você vai lotar’”.

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