Por nara.boechat

Rio - Há 18 anos, o fotógrafo Cesar Barreto sentiu que precisava registrar a cidade onde nasceu e, como ele mesmo define, “tapar um buraco na documentação do Rio”. Com diferentes tipos de câmeras, algumas até octogenárias, ele captou imagens em preto e branco de paisagens cariocas, que entram para o acervo do Museu de Arte do Rio (MAR), após a exposição que abre hoje, na Galeria Tempo, em Copacabana, onde também será lançado o livro ‘Rio Pictoresco’ (ed. Casa da Palavra, 120 págs., R$120).

Cesar lança hoje seu livro%2C que traz locais como a Lagoa Rodrigo de Freitas fotografados por eleCesar Barreto / Divulgação

“A cidade é bem-documentada até a década de 30, mas, depois disso, a qualidade foi caindo”, explica Cesar. “Foi pensando nisso que decidi fazer um registro histórico das paisagens cariocas”, diz o fotógrafo, que prefere trabalhar com filmes em preto e branco e máquinas de madeira, de grande porte, por apresentarem resultados de maior qualidade e durabilidade.

Com essa ideia na cabeça e suas câmeras na mão, Cesar montou em sua moto e visitou vários morros e prédios para conseguir captar o melhor ângulo de visuais que mesclam a parte urbana com a natureza do Rio. “A beleza é o que me atrai, sou um voyeur”, define-se o fotógrafo, que doou suas 63 fotos para o acervo do MAR. “Daqui a 100 anos, as pessoas ainda vão poder ver o Rio que cliquei”, vislumbra o artista.

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