Por nara.boechat

Rio - Se a maré do destino está a favor de Roberto Santucci, diretor que vem emplacando os maiores blockbusters nacionais dos últimos anos, por que não apostar alto na sequência ‘Até Que a Sorte Nos Separe 2’? Pois ele fez exatamente isso. Todas as fichas foram depositadas nas 734 salas que exibirão a comédia — número expressivo se comparado à distribuição de outras produções brasileiras.

Falando em apostas, melhor cenário não poderia ter sido escolhido senão Las Vegas. É lá que Tino (Leandro Hassum) vai realizar o último desejo do tio de sua mulher, Jane (Camila Morgado) — substituta de Danielle Winits na sequência —, que deixa uma gorda herança para o casal.

Camila Morgado%2C Leandro Hassum e seus filhos na ficção%3A casal herda fortuna e vai para Las VegasDivulgação

Após perder toda a fortuna que ganhou na loteria, Tino passa anos no vermelho. Mas nem essa experiência faz com que ele tome juízo e se torne uma pessoa controlada financeiramente. Logo, Vegas é um perigoso destino para ele, que se mete em muitas confusões por lá.

Alguns contratempos, como a substituição de Winits por Camila, poderiam soar estranhos, mas foram bem-resolvidos pelo roteiro. Em vez de ignorar a troca das atrizes, a trama incorpora o fato, fazendo dele uma piada. As participações especiais de Jerry Lewis e do lutador Anderson Silva também estão entre os pontos positivos da produção.

E, se para uma jogada ser bem-sucedida, os acertos são imprescindíveis, ‘Até Que a Sorte Nos Separe 2’ ganha no principal quesito de seu gênero: faz rir. A estética é over e o tipo de humor, rasgado. Nem sempre os diálogos e situações vividos pelos personagens são engraçados — principalmente quando a história destaca o drama sentimental do casal e tenta dar lições de moral através disso. Mas, como um todo, o filme se comunica bem com o público. Quem gostou do original provavelmente vai curtir a sua sequência.

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