Tatuadores e tatuados invadem o Rio na edição 2014 da Tattoo Week

Segunda edição do evento acontece entre hoje e domingo no Riocentro com tatuadores internacionais, debates, shows, sorteios e outras atrações

Por O Dia

Rio - Até hoje, todos nós lutamos muito para mostrar que tatuagem não é coisa de bandido. O que a gente faz é arte!”, exclama o tatuador Ganso Galvão, 32 anos. Ele é, ao lado do colega Sylvio Freitas, 33, o criador da Tattoo Week, convenção para tatuadores e tatuados. Iniciada em São Paulo há cinco edições, ela acontece pela segunda vez no Rio, invadindo o Riocentro — em 2013, as agulhas entraram em ação no Píer Mauá. 

Não é moda%2C é arte%3A tatuadores e tatuados invadem o Rio de Janeiro pela segunda vez na edição 2014 da Tattoo WeekMaíra Coelho / Agência O Dia


“Dessa vez, teremos uma estrutura imbatível”, diz o tatuador Marco Lunez, 42, que leva a estrutura do seu Koi Studio para lá, com tatuadores como Fábio Fontinelle, e convidados como o turco Sinan Sahin.

Além do Koi, mais de 200 expositores atenderam ao chamado da Tattoo Week. Estúdios cariocas como o Skin Carved, o King Seven (onde Lady Gaga tatuou a palavra “Rio”, quando esteve no Brasil) e Banzai Tattoo Shop estão lá. Artistas internacionais como a alemã Adri Oest e o argentino Robbie Ice também põem as máquinas para funcionar. “Vamos ter workshops, pista de skate, palestras, shows de rock, concurso da Miss Tattoo Week”, conta Ganso. Tatuadores e tatuados vão adorar.

“Muitas vezes, as tatuagens revelam mais sobre a gente do que nosso rosto”, acredita a tatuadora Caroline Vieira, 23, cheia de tattoos por todo o corpo — incluindo um pequeno desenho na testa. Ela, volta e meia, tem que retocar o desenhos. Como fez a produtora de arte Rita Vinagre, 34, durante uma ida rápida ao Koi. “Fiz meu primeiro desenho aos 12 anos, acredita?”, conta Rita, que evita pegar sol e abusa do filtro solar.

Muitos tatuadores e tatuados, seja de qual idade for, têm histórias de preconceito para contar. Ou de uma época em que havia total desconhecimento sobre o assunto.

“Antigamente, tinha muita tattoo mal feita. As pessoas chegavam nos estúdios e escolhiam por álbuns. Hoje, a gente conversa muito com quem quer se tatuar”, diz Ganso, acostumado a tatuar de motociclistas a empresários, passando por fãs de todo tipo de música, não só de rock. “Quando um cliente quer um desenho da moda, sempre dizemos que é melhor uma tatuagem que tenha a ver com ele. E o mesmo recomendamos a quem for à convenção e quiser fazer a primeira tattoo”, completa Lunez. 

Retoques: Suliée acerta a Marilyn de BarbaraMaíra Coelho/ Agência O DIA


E num caso como o da modelo Barbara Evans, que, após uma tatuagem infeliz, virou meme e motivo de chacota em todos os jornais? “Olha, como tatuadora, evito criticar, mas com a internet, é fácil pesquisar e achar um tatuador muito bom. Ninguém pode deixar de fazer isso”, diz a tatuadora Suliée Pepper, 33, do Skin Carved, antes de fazer retoques no retrato de Marilyn Monroe que a amiga bodypiercer Barbara Alt, 28, tem na coxa esquerda.

As duas aproveitam para convidar todo mundo a ir na Tattoo Week. “Vai ser ótimo. Estamos mais animadas com a convenção do que estávamos com o Réveillon!”, alegra-se Barbara. 

PROGRAME-SE E TATUE-SE 

A programação inclui shows das bandas Black Dog (cover de Led Zeppelin) e Tamuya Thrash Tribe, ambas hoje, e de MC Marechal, Oriente, Cidade Verde SoundSystem e Eletrobase, amanhã. Riocentro/Pavilhão 2. Av. Salvador Allende 6.555, Barra da Tijuca (3035-9100). Hoje e amanhã, de 10h às 18h. R$ 40 (estudantes e maiores de 65 anos pagam meia).

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