Por daniela.lima
Rio - Além de dar pinta na orla carioca, pranchas de surfe e skates agora também podem ser vistos em outra parte da cidade. O MAR aqui é outro: o Museu de Arte do Rio, que recebe, a partir de hoje, a mostra ‘Deslize’, que faz parte da programação de verão do lugar. No acervo, obras assinadas por nomes como Andy Warhol e Beatriz Milhazes apresentam uma perspectiva histórica dos esportes radicais através da arte. 
“Não queria que fosse apenas mais uma exposição de shapes”, diz o curador, Raphael Fonseca. Por isso, ele abriu o leque sobre o tema. A exposição passeia pela história, arte, geometria e esporte, dos primeiros desenhos de que se tem notícia de havaianos surfando, de 1778, até debates públicos recentes sobre essa prática no Brasil.
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O curador explica como é que pranchas e skates foram parar num museu. “Quis promover uma reflexão de como a arte se apropria disso”, diz ele. No acervo, estão cerca de 120 trabalhos, entre fotografias, pinturas, videoinstalações e desenhos. Há obras de arte estampadas em shapes, além da coleção de pranchas de Rico de Souza, pioneiro do surfe profissional no país, e objetos de Eduardo Yndyo, um dos maiores colecionadores do Brasil, que tem um vasto material sobre o universo do surfe no asfalto, entre outras peças.
Para completar o clima radical, os grafiteiros Artur Kjá e Fábio Birita farão uma intervenção na entrada da instituição. Uma pista de skate de sete metros de altura também foi montada por lá. Só não vale se empolgar: como é um trabalho artístico, ela foi criada apenas para ser admirada, de longe.
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