Por karilayn.areias

Rio - Baseado no livro de P.L. Travers, ‘Mary Poppins’ se tornou um clássico dos filmes musicais após seu lançamento, em 1964. Ganhou cinco dos 11 Oscar a que concorreu e tornou-se o filme mais premiado da história da Disney até aquele momento. O que algumas pessoas não sabem, e ‘Walt nos Bastidores de Mary Poppins’ mostra, é como o pai do Mickey Mouse sofreu até conseguir concretizar esse projeto.

Tom Hanks e Emma Thompson são Walt Disney e P.L. Travers em filme sobre os bastidores de ‘Mary Poppins’Divulgação

Durante 20 anos, Walt Disney (Tom Hanks) perseguiu a escritora australiana (Emma Thompson), na tentativa de comprar os direitos da história da babá que vem do céu com sua misteriosa sacola e guarda-chuva para trazer ordem e alegria à família Banks. Mas Travers resistiu muito até ceder à lábia de Walt. Depois, infernizou a vida dele e de todos no set de filmagens, exigindo controle total da produção. Ela temia que, ao ser adaptado para o cinema, seu livro se tornasse uma animação musical — gênero odiado pela autora.

Dirigido por John Lee Hancock, por pouco o filme não se torna um melodrama chato. Walt Disney é mostrado quase que como um santo e isso gerou protestos até de sua sobrinha-neta, Abigail. Ela afirmou em sua conta no Facebook que seu tio-avô era racista, misógino e antissemita, bem diferente do que é retratado no longa.

Outra que poderia cair em um estereótipo enfadonho é a rabugenta Travers. Principalmente por causa do uso excessivo de flashblack para mostrar a infância conturbada da autora e justificar seu comportamento rude. Mas Emma salva sua personagem com maestria, em uma atuação excepcional. No saldo final, mesmo com alguns defeitos, ‘Walt nos Bastidores de Mary Poppins’ é um bom filme — principalmente pelo clima nostálgico da figura da babá que povoou o imaginário de tantas gerações.

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