Por daniela.lima

Rio - Julianne Trevisol está entusiasmada com a estreia, na próxima sexta, da peça ‘Uma Vida Boa’, baseada em uma história real, que também originou o filme ‘Meninos Não Choram’. Com direção de Diogo Liberano e texto de Rafael Primot, o espetáculo, em cartaz no Oi Futuro Flamengo, conta a história da menina B, vivida pela atriz Amanda Vides Veras, que assume uma identidade masculina, muda de cidade e inicia um romance com L, interpretada por Julianne. Na cidade, B faz várias amizades, inclusive com J (Daniel Chagas), que virá a ser seu assassino. 

No espetáculo%2C Amanda (E) e Julianne vivem%2C respectivamente%2C B e LDivulgação


"A peça não é sobre relacionamento homossexual, é sobre diversidade sexual, intolerância e respeito ao próximo. Minha personagem se envolve com B e não sabe que ela é menina. Só descobre no final. O que queremos é contar, no teatro, uma história para fazer o público pensar sobre intolerância, sobre não aceitar o que não conhece”, conta Julianne, confirmando que, sim, haverá um beijo gay no palco, que será o seu primeiro.

“Este não é o foco, mas faz parte da história. Será apenas um beijo, mas nada explícito, nada para chocar. É tudo muito delicado”, adianta a atriz, que não tem medo da reação do público. “Não há nada gratuito na peça. É um teatro elaborado para contar uma história real, de intolerância. Estou tranquila. Eu e Amanda somos amigas há muitos anos e nos preparamos para este momento”, afirma Julianne, que iniciou a carreira através do teatro e da dança e, atualmente é contratada da TV Record — seu trabalho mais recente na emissora foi a série ‘Milagres de Jesus’.

O diretor Diogo Liberano reafirma que a peça não é sobre gênero. “É sobre o humano frente ao que desconhece e, mesmo assim, disposto a dialogar. Precisamos, enquanto seres em sociedade, ultrapassar os nomes das diferenças e trabalhar nossa capacidade não de aceitá-las, mas de saber que elas existem e continuarão existindo”, finaliza.

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