Por daniela.lima

Rio - Nick Drake morreu aos 26 anos (possivelmente, por suicídio), depois de realizar apenas três álbuns. Não fez sucesso em vida, mas pouco a pouco o talento do cantor e compositor inglês foi ganhando reconhecimento: seus discos estão nas listas dos melhores de todos os tempos de revistas como ‘Rolling Stone’ e ‘Time’, e ele é citado como influências de artistas que vão de Paul Weller a The Cure — Robert Smith, o vocalista desta última, tirou de um verso da canção ‘Time Has Told Me’ o nome do grupo. 

A cantora gaúcha Cris Braun interpreta as canções de Nick Drake ao lado do guitarrista Billy Brandão%2C que assina a direção musical do showDivulgação


Também admirada no meio musical mas pouco conhecida do grande público, a cantora gaúcha Cris Braun apresenta um show dedicado ao repertório de Drake terça e quarta-feira, no Espaço Sesc Copacabana. O espetáculo, batizado de ‘Nick’, foi concebido lado de Billy Brandão, que assina a direção musical e arranjos, além de assumir as guitarras e violões.

“Uns dez anos atrás, um amigo me mostrou ‘River Man’ e eu fiquei hipnotizada. Daí, saí procurando saber e fui encontrando os outros amiguinhos que também curtem”, lembra Cris. “O que me atrai nas músicas do Drake é o fato de serem estranhamente doces e até, de certa forma, solares, quando, ao mesmo tempo, as letras são extremamente melancólicas”, explica a cantora.

Além de interpretar canções como ‘Things Behind the Sun’, ‘River Man’ e ‘Day is Done’, ela incluiu no repertório músicas de outros artistas, como Renato Russo (ele próprio um fã de Cris, nos anos 90 vocalista da banda Sex Beatles) e Eddie Vedder, além da própria Cris e Billy Brandão.

"Queríamos músicas que tivessem essa atmosfera doce e melancólica. Do Renato, incluímos ‘Giz’. Ela fecha o show por ser a preferida do Renato, que era fã do Drake e também tinha angústias tenebrosas. Essa música é esperançosa”, conta ela.

Com roteiro de Rodrigo Penna e textos de Arthur Dapieve, o show traz Cris acompanhada por Brandão, Rodrigo Nogueira (guitarras e violões) e Hugo Pilger (violoncelo). “Montamos uma espécie de recital”, resume a cantora.

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