Por daniela.lima

Rio - A velha fórmula padrão da comédia romântica é repetida em ‘S.O.S. — Mulheres ao Mar’, com direito a uma série de clichês mesclados a situações engraçadas — ou não —, um relacionamento frustrado e uma nova possibilidade de amor, que a protagonista vivida por Giovanna Antonelli custa a enxergar. 

As atrizes Thalita Carauta%2C Giovanna Antonelli e Fabíula Nascimento vivem aventuras em alto-marDivulgação


Após levar um fora do marido (Marcello Airoldi), Adriana (Giovanna) surta de vez ao descobrir que foi trocada por outra mulher — uma atriz famosa e aparentemente perfeita (Emanuelle Araújo). Decidida a infernizar a vida do novo casal e reconquistar o seu amor, a protagonista vai atrás deles em um cruzeiro rumo à Itália.

Suas fiéis escudeiras, a irmã Luíza (Fabíula Nascimento) e a empregada Dialinda (Thalita Carauta), não a deixam sozinha nessa missão. Enquanto as duas são responsáveis pela maior parte das cenas de humor, a protagonista sustenta o lado romântico da história. Este lado, por sinal, ganha ritmo a partir do momento em que Adriana cruza com o estilista André (Reynaldo Gianecchini).

Não espere muita ousadia ou originalidade dessa história. Ela segue um roteiro clássico, sem muitas surpresas. A diretora Cris D’Amato soube trabalhar os atores, que sustentam bem os seus papéis.

Aliás, a maioria deles é construída em cima de estereótipos — alguns desmistificados no decorrer da trama e outros, não. É o caso de André, que, por ser estilista e sensível, faz com que Adriana pense que é gay, o que não é verdade. Já Dialinda chega a irritar pela repetição cansativa de cenas em que a empregada comete erros de português. Em um balanço geral, ‘S.O.S. — Mulheres ao Mar’ pode proporcionar momentos divertidos e entreter uma parte do público, mas sua história é mais do mesmo.

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