Por daniela.lima

Rio -Difícil não se comover com as delicadas questões do autismo discutidas no espetáculo ‘O Estranho Caso do Cachorro Morto’, adaptação do best-seller de Mark Haddon, com direção de Moacyr Goes, que acaba de estrear no Teatro Leblon.

Sílvia Buarque e Rafael Canedo vivem mãe e filho no espetáculo Divulgação


“É uma peça triste, um drama psicológico, passa toda a dificuldade de ser diferente. Vai na contramão das coisas mais fáceis que têm sido feitas ultimamente. Nada contra as comédias, os musicais, mas acredito ainda na arte como objeto de reflexão”, conta Sílvia Buarque. Na trama, ela é mãe de um jovem com síndrome de Asperger (semelhante ao autismo). Um dia, ele é encontrado imóvel ao lado do cão da vizinha, que havia sido morto, e é acusado do crime.

Rafael Canedo dá vida ao rapaz na trama. “Foi muito difícil entrar nesse universo. Li muita coisa sobre a síndrome, conheci pessoas com autismo. Tive uma preparação vocal com a profissional Ana Frota. Ela e o Moacyr Góes foram me guiando, me dando o caminho para chegar ao personagem”, explica o ator.

TEATRO DO LEBLON. Rua Conde de Bernadotte 26, Leblon (2529-7700). De qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 70 (qui), R$ 80 (sex e dom) e R$ 90 (sáb). 100 min. 10 anos. Até 29 de junho.

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