‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’: da Internet para a tela do cinema

Após sucesso do seu curta no mundo virtual, diretor Daniel Ribeiro faz longa premiado

Por O Dia

Guilherme Lobo e Fabio Audi protagonizam romance homossexualDivulgação

Rio - O primeiro longa-metragem de Daniel Ribeiro, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, não tem nenhum ator famoso no elenco, fala sobre um romance gay e não contou com muita verba para sua divulgação. Todos esses fatores poderiam fazer com que o filme passasse despercebido ao estrear em 33 salas na última quinta-feira. Mas o diretor tinha um trunfo: a internet. Foi através dela que ele viu pessoas de vários países elogiando o seu trabalho e fazendo campanha para ter o longa em cartaz em suas cidades.

“Teve até um pessoal de Mossoró (RN) que criou a campanha no Facebook ‘Queremos um cinema na nossa cidade para poder ver ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’”, conta o cineasta empolgado.

Em 2011, Daniel publicou no YouTube seu curta que serviu de base para o longa, chamado ‘Eu Não Quero Voltar Sozinho’. A história era simples: um adolescente cego que descobre sua sexualidade ao se apaixonar por um amigo. Mas o sucesso foi instantâneo e hoje já soma quase 3,5 milhões de visualizações, além de refletir na repercussão do longa, que tem gerado comoção entre os internautas. Em apenas 24 horas, seu trailer foi visto por 150 mil pessoas e hoje contabiliza 520 mil visualizações.

Durante o 29º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México, o elenco chegou a ser cercado na porta do hotel por um grupo de fãs. “Não dava nem para ficar na rua, porque as pessoas pediam para tirar foto toda hora. Era inacreditável!”, lembra-se Daniel, que saiu de lá premiado.

Além da internet, a premiação no 64º Festival de Berlim também colaborou com a popularidade internacional da história. Lá, eles faturaram o Teddy Bear de melhor longa LGBT e o prêmio da Fipresci (Federação Internacional de Críticos de Filmes) como melhor longa do evento. Nas mídias sociais, há elogios em várias línguas, como inglês, francês e espanhol. “Tudo que aconteceu, desde o curta, foi uma surpresa. Principalmente porque o filme é superpequeno”, avalia o diretor.

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