Crítica: Filme ‘Profissão de Risco’ é um pastiche constrangedor

‘Thriller’ reúne os astros Robert De Niro e John Cusack e traz ainda a top brasileira Rebecca da Costa

Por O Dia

Rio - Junte Robert De Niro e John Cusack, dois astros talentosos de Hollywood. Acrescente-os a um thriller com dois dedos de truculência e violência misógina. Polvilhe personagens coadjuvantes com um quê de calculado nonsense, uma prostituta boazuda (a modelo, roteirista e atriz pernambucana Rebecca da Costa) e fria. Uma direção com mão pesada e... pronto, a massa solou. 

De Niro é o gângster violento Dragna%2C no thriller ‘Profissão de Risco’%3A filme é de uma ruindade além da contaDivulgação


O thriller ‘Profissão de Risco’ (‘The Bag Man’) marca a estreia na direção do diretor-roteirista David Grovic, que mostra sua pretensa filiação: ele queria ser Quentin Tarantino quando crescesse. Vai ter que comer muito hambúrguer com fritas para chegar lá.Nada dá certo nessa receita previsível e insossa em que Cusack é Jack, um matador de aluguel cujo patrão, Dragna (De Niro), o incumbe de lhe entregar uma valise. O seu conteúdo não pode ser revelado até que ela seja entregue em mãos a Dragna num motel de beira de estrada. Enquanto espera no quarto, Jack é alvo de inúmeras tentativas de eliminá-lo, quando recebe a ajuda de uma prostituta. O final é mais do que previsível.

A trama não convence; o ritmo é claudicante; os diálogos, pífios; De Niro e Cusack fazem das tripas coração para defender personagens caricatos. A recifense Rebecca, que desfilou para Armani e Saint Laurent, é como uma tapioca sem recheio. A vida não está fácil para ninguém.

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