Por daniela.lima
Publicado 25/04/2014 21:38

Rio - No ano em que completa a sua maioridade, o Cine PE Festival do Audiovisual concretiza uma meta antiga: abre sua programação para filmes internacionais. Ao lado de longas e curta-metragens brasileiros, a 18ª edição do festival, que começa hoje, no Teatro Guararapes, em Olinda, exibirá produções estrangeiras e abrirá ainda mais espaço para trabalhos locais. Além de prestar homenagem a Laura Cardoso, José Wilker e aos 50 anos do marco do Cinema Novo, ‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’, de Glauber Rocha. 

Daniela Ramirez e Daniel de Oliveira no filme ‘Romance Policial’Divulgação


“A internacionalização já estava prevista desde o planejamento inicial do festival”, recorda Alfredo Bertini, idealizador do evento junto à mulher, Sandra Bertini. A meta deveria ter sido cumprida na 15ª edição, mas por problemas orçamentários acabou só sendo concretizada agora. “Ainda fazemos isso de uma forma modesta, mas a perspectiva é ter esse intercâmbio e liberdade de trazer produções independentes estrangeiras”, diz o idealizador.

As novidades já estão programadas desde a abertura, quando haverá sessão especial de ‘O Grande Hotel Budapeste’, do diretor americano Wes Anderson. Durante os sete dias de festival, a mostra competitiva se divide em exibições de curtas pernambucanos e de outras regiões do país e documentários e ficções nacionais e internacionais. No encerramento, o evento deixa Olinda para acontecer pela primeira vez no Teatro Santa Izabel, em Recife.

Ao todo, são 25 filmes e os destaques ficam a cargo de títulos inéditos como ‘O Menino do Espelho’, adaptação de Guilherme Fiúza Zenha do livro homônimo de Fernando Sabino. Outra marca desta edição é a aposta em filmes com a estética noir, que giram em torno de um crime, como ‘Romance Policial’, coprodução Brasil-Chile, de Jorge Durán; e o argentino ‘Todos Tenemos un Plan’, de Ana Piterbarg.

“Ao longo dos anos, nos consolidamos nacionalmente e, hoje, somos reconhecidos como o ‘Maracanã dos festivais’”, comemora Bertini. Mas as raízes também são priorizadas por ele, que ressalta o maior espaço dedicado às produções de Pernambuco nesta edição. “O festival ajudou a difundir a marca de Pernambuco no cinema e a formar seus realizadores”, avalia.

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