Por thiago.antunes

Rio - ‘Muitos Homens Num Só’ poderia ser a descrição da vida profissional de Vladimir Brichta. Mas não, trata-se do título do filme, ainda sem data de lançamento, em que ele encarna um ladrão real do início do século 20. Conhecido por papéis cômicos na TV e desde 2011 no ar com a série ‘Tapas e Beijos’, na Globo, o ator quer fazer diferente no cinema, em que seu desempenho foi recentemente coroado com o troféu de melhor ator na 18ª edição do Cine PE, em Recife.

“Fui convidado para boa parte dos últimos filmes nacionais de comédia, mas acho que já faço isso com qualidade na TV. Então, no cinema, eu tenho a oportunidade de exercer outros tipos de linguagem que me interessam”, diz Brichta. Mesmo seduzido pelo desafio da diversidade, por pouco ele não topava encarar o papel do romance dirigido por Mini Kerti.

Vladimir Brichta e Alice Braga em cena de ‘Muitos Homens Num Só’Divulgação

“Li o roteiro e percebi que não saberia fazer (o personagem). Era de época e eu nunca tinha feito algo assim. Achava que realmente seria difícil e não queria fazer um filme só para agradar a minha irmã, que é historiadora. Sobre a opinião da irmã, Brichta terá que esperar a data de lançamento do longa para que ela o assista — está prevista para o final deste ano. Já sobre a opinião da crítica, esta se revela nos dez troféus Calungas conquistados no Cine PE Festival Audiovisual deste ano, incluindo o título de melhor filme da mostra.

“Nas filmagens, ficava brincando com a Mini e sempre dizia para ela: ‘Vamos fazer um filme pop!’”, diverte-se o ator, que mesmo receoso com o projeto, se apaixonou pela história e não pode negar o convite para protagonizar a trama baseada em fatos reais. A inspiração partiu do romance ‘Memórias de um Rato de Hotel’ e de outros diversos livros de João do Rio, pseudônimo usado pelo jornalista Paulo Barreto (1881-1921).

Tudo gira em torno do personagem de Brichta, Artur Antunes Maciel. Usando vários nomes para se hospedar pelos hotéis cariocas e cometer uma série de furtos, a vida do ladrão muda após se apaixonar por Eva (Alice Braga). “Já trabalho nesse filme há uns oito anos. Fiz uma escolha difícil, pois é uma história de época, uma coisa ousada, quase estúpida. Aí demorou muito para eu conseguir realizá-lo”, explica a diretora sobre o seu primeiro longa-metragem.

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