Por daniela.lima

Rio - Otto, cantor, compositor e percussionista pernambucano, estava prestes a completar 6 anos quando o sambista Martinho da Vila lançou o sexto álbum da sua carreira, ‘Canta Canta, Minha Gente’. O ano era 1974. Apesar da pouquíssima idade, Otto se lembra de uma coisa: aquele disco mudou sua vida. “‘Canta Canta, Minha Gente’ me transformou, me fez ver o mundo e a música de um outro jeito. O balanço, a batida, as letras, tudo me impressionava e continua impressionando”, conta Otto, que preparou um show só com as canções do álbum para celebrar os 40 anos de seu lançamento.

Otto explica que o disco de Martinho foi uma grande influênciaDivulgação


“É a minha homenagem. Não podia ser de outro jeito. Vamos fazer todas as músicas, do início ao fim, na mesma sequência”, adianta Otto, que iniciou a turnê do projeto em São Paulo, em fevereiro, e chega ao Rio na sexta-feira, no Circo Voador. Para a apresentação, o pernambucano convocou Pupillo (bateria), do Nação Zumbi — que também assina a direção musical —, Regis Damasceno (baixo e violão), Rodrigo Campos (cavaco e violão), Thiago França (sax e flauta), Marcos Axé (percussão) e Malê (percussão).

‘Canta Canta, Minha Gente’ traz clássicos da carreira de Martinho, como ‘Disritmia’, ‘Visgo da Jaca’ e a música que dá nome ao álbum. “Eu aprendi o que era candomblé com esse disco, aprendi a gostar de samba. É um trabalho muito brasileiro e, ao mesmo tempo, africano. Para mim, esse disco marca a passagem de um samba mais ‘roots’ para o samba moderno”, avalia Otto. “Estive com Martinho no ‘Encontro com Fátima Bernardes’ e falei sobre o show. Ele ficou superfeliz e me disse para convidá-lo. É claro que convidei! Se Martinho for mesmo, vou chamá-lo para cantar comigo. É um mestre.”

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