Por bianca.lobianco

Rio - Em histórias inspiradas em sua própria vida, Mônica Martelli foi sucesso durante nove anos, em cartaz com a peça ‘Os Homens São de Marte... E É Para Lá Que Eu Vou’. Afinal, a coisa também está feia para boa parte das mulheres que fizeram fila na porta dos teatros. Agora, a saga de uma quase quarentona em busca de sua alma gêmea vai virar livro e acaba de estrear nos cinemas com velhas e novas situações, que vão do trágico ao cômico da vida de solteira.

Mônica Martelli interpreta Fernanda%2C uma solteirona que não consegue encontrar o amor de sua vida Divulgação

Se os homens são de Marte, não se sabe. Mas os terráqueos que a protagonista Fernanda encontra são do tipo que se despede dizendo: “A gente se vê” — e, é claro, evapora em seguida. “A Fernanda foi inspirada em mim. Assim como eu, ela é sem freio. Cada um que encontra, acredita que pode ser o amor de sua vida”, diz Mônica, que se separou há um ano. “Estou saindo com um cara. Agora acho que é ele!”, revela, aos risos.

Logo no início da trama, Fernanda alerta que existem duas fases na vida de solteira. Na primeira, tudo parece lindo e maravilhoso. Na segunda, bate o cansaço, nada dá certo e basta alguém ser educado para você se apaixonar. Eduardo Moscovis, Humberto Martins e Marcos Palmeira são alguns dos atores que encarnam os possíveis amores da protagonista. Enquanto ela coleciona desilusões, Paulo Gustavo e Daniele Valente assumem os papéis de melhores amigos e confidentes dela na trama.

Daniele Valente e Paulo Gustavo também estão no elencoDivulgação

Mas não se trata apenas de carência. Romântica assumida, Mônica destaca que não basta arrumar um marido. “Fui para Caraíva (BA) uma vez e me apaixonei por um cara. Liguei para a minha família e disse que ia largar tudo”, lembra-se ela. “Depois de 15 dias fazendo xixi na beira do rio, pois não tinha banheiro, percebi que não dava para viver só de amor. Inclusive essa passagem da minha vida foi adaptada para o filme.”

“Fui criada por uma feminista. Minha mãe sempre dizia: ‘Seja independente e trabalhe’”, conta Mônica, que, emenda: “A Fernanda é independente, mas quer, sim, um amor. Todo mundo quer! Ninguém deseja ficar rico e dormir sozinho”, sentencia a atriz, que quer ter uma cerimônia de casamento para chamar de sua. “Deve ser um carma. Queria celebrar isso um dia.”

Já Daniele Valente conta que nunca desejou se casar. Mesmo assim, subiu ao altar duas vezes. “O que as mulheres precisam saber é que o Coelhinho da Páscoa, Papai Noel e Príncipe Encantado moram no mesmo condomínio e ninguém sabe onde fica o raio desse lugar!”, diz ela, que completa: “Hoje, a mulher quer ser bem-sucedida financeiramente, ser boa mãe, encontrar um príncipe e ainda ser magra. É difícil, minha gente.”

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