Rodrigo Borges e Gabriel Guedes se apresentam no bar Godofredo

Músicas autorais e clássicos do Clube da Esquina estão no roteiro dos artistas

Por O Dia

Rio - Nos anos 70, foi a turma do Clube da Esquina, com Milton Nascimento, Lô Borges e Beto Guedes à frente. Duas décadas depois, despontaram de Minas Gerais grupos como Skank, Jota Quest e Pato Fu. Vinte anos mais já se passaram, e a turma mineira continua revelando seus talentos. Neste sábado, Rodrigo Borges, sobrinho do Lô, vem de lá para apresentar suas canções no Rio, no bar Godofredo, em Botafogo. Os tempos, no entanto, são outros.

CD de Rodrigo Borges traz músicas com LeninePedro David

“A cena de Belo Horizonte continua bem rica, mas atualmente sinto a música muito dividida em Minas. A turma do pop não se mistura com a do jazz. Hip hop e MPB vivem isolados. É preciso aprender com os baianos, que sempre se misturam sem preconceitos musicais. A gente vê o Gil cantando com a Ivete, o Caetano ensaia no Pelourinho. O músico vive do encontro, da troca”, ressalta Borges.

Pronto: nesta apresentação aqui, ele divide o palco com outro “herdeiro do Clube”, Gabriel Guedes, filho de Beto, que é sócio do Godofredo, uma filial carioca do bar de mesmo nome que mantém na capital mineira.

“A ideia é homenagear o Clube da Esquina e mostrar as composições dos nossos discos de estreia. Aproveitamos o público fanático pelo Clube pra colocar nossas criações na vitrine”, descreve Borges, autor de ‘Qualquer Palavra’, seu disco que conta com participações especiais do tio Lô e do amigo Lenine.

“Tive o prazer de ter o Lô cantando ‘Deixa Tudo Ser’, parceria minha com outro tio querido, o Márcio Borges. Lenine é outra grande referência, e tive o privilégio de contar com ele na faixa-título”, orgulha-se.

Assim como Gabriel Guedes, Rodrigo Borges também se aventurou em administrar um bar em Belo Horizonte. O Marilton’s (que homenageia seu pai, célebre músico), porém, encerrou as atividades recentemente. Funcionava no mesmo bairro que o Godofredo de lá, Santa Tereza, conhecido por sua vocação cultural.

“Foi um duro golpe para a minha família, se dedicar durante oito anos a um empreendimento não só comercial, mas artístico, que possibilitava o encontro de gerações de músicos, de variadas tendências, e ver tudo ruir por má-fé, ganância e egolatria de um sócio. Meu pai e meu irmão pensam em abrir futuramente em outro local. Mas no momento meu foco é total na música e no segundo CD. Vida nova, com ótimas perspectivas!”, vislumbra.

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