Por clarissa.sardenberg
Publicado 12/07/2014 14:32 | Atualizado 12/07/2014 16:37

Rio - Hoje, 13 de julho, no mundo inteiro apreciadores do rock, gênero que revolucionou a história da música, comemoram seu dia exclusivo. Aqui no Rio de Janeiro, um bairro em especial vem se destacando como a meca roqueira carioca, concentrando uma relevante quantidade de espaços para se ouvir os clássicos e as novidades do ritmo.

“Essa vocação de Botafogo para o rock é antiga. Nos anos 80, a cena alternativa começou no Cochrane’s, na Rua das Palmeiras, um bar inglês com trilha new wave. As pessoas dançavam em cima das mesas, porque não tinha pista. Nos anos 90, o primeiro Bukowski e a primeira Casa da Matriz continuaram isso”, contextualiza o DJ Wagner Fester, especializado em rock e habitué nas pistas do bairro. “Botafogo também é onde tem mais estúdios. Tem muito músico circulando na área, eles acabam ficando por ali mesmo depois de ensaiar, passeando com suas guitarras.”

Saloon 79 já conquistou público roqueiro e se estabeleceu como uma das melhores casas de Botafogo Divulgação

Além dos points mais antigos, como a Casa da Matriz, o Bukowski (que mudaram de endereço mas resistem no mesmo bairro) e o Albergue da Matriz, abriram e se estabeleceram por lá outros QGs roqueiros. O Saloon 79 é um deles.

“Botafogo se tornou essa meca do rock na Zona Sul meio sem querer. Foram abrindo estúdios, bares, botecos, a galera começou a se reunir para beber e conversar e, assim, foi se estabelecendo esse polo de encontros de quem gosta de rock”, opina Tony Rocker, dono do Saloon 79. “Acho que foi algo sobrenatural mesmo”, brinca Luiz Lopez, guitarrista que mantém seu trabalho solo, atua na banda de Erasmo Carlos e mora no bairro, onde nasceu. “Os espaços foram surgindo de acordo com a demanda de gente interessada em curtir e fazer rock”, avalia Lopez.

Carol Lima (à frente), da banda Fuzzcas, junto com outros músicos no Audio Rebel Fernando Souza

O Audio Rebel é um estúdio onde aconteciam shows apenas de vez em quando. Ultimamente, as apresentações têm sido regulares e o lugar virou point da música alternativa, recebendo nomes como Metá Metá, Arrigo Barnabé, Rogério Skylab e montes de bandas novas. A Comuna também está bombando, não é de hoje, virou uma hamburgueria, abriga shows e DJs e fica lotada. “Isso se refletiu no Alfa Bar, na frente, que tem cerveja mais barata e agora vive lotado da galera alternativa”, relata a francesa Marie-Eve Stonge, que trocou Paris pelo Rio e é frequentadora assídua dali.

E, no fim da noite, para repor as energias, tudo pode acabar nos conhecidos Fornalha ou Cabidinho, que ficam cheios de gente do rrrrock também, atraídos por suas laricas da madrugada.

“Infelizmente, o Brasil está fora da final da Copa do Mundo, mas, se há uma única coisa boa nisso, é que assim o Dia do Rock ganhará mais destaque!”, comemora Carol Lima, vocalista da banda Fuzzcas e também figurinha fácil nessas noitadas roqueiras de Botafogo.

Você pode gostar

Publicidade

Últimas notícias