'Paulínia Film Festival' se rende ao 'Samba' de Martinho da Vila

Documentário sobre o sambista, que apresenta a visão do sueco Georges Gachot sobre as origens do Carnaval, foi apresentado no segundo dia do festival

Por O Dia

Paulínia - Deu 'Samba' na mostra internacional no segundo dia do Paulínia Film Festival. Título do documentário sobre Martinho da Vila, o gênero musical mais famoso do Brasil apresenta a visão do sueco Georges Gachot sobre as origens do Carnaval e o envolvimento dos membros da Unidos de Vila Isabel para levar o seu desfile à Sapucaí.

O 'Samba', documentário sobre Martinho da Vila, foi exibido no segundo dia do 'Paulínia Film Festival'Divulgação


"Esse filme vai além da visão turística que há em torno do samba. Com ele, descobri que as músicas têm letras com conteúdos importantes. O Carnaval vai muito além dos desfiles", disse Gachot. Entrevistas com o compositor e sambista Martinho da Vila são o fio condutor de um longa que mostra o estilo de vida dos apaixonados pelo gênero. Pessoas que nasceram e cresceram na Unidos de Vila Isabel falam sobre como a música está intrínseca à suas vidas. Além de depoimento de artistas como Ney Matogrosso, Leci Brandão e Mart'nália. "Já o exibi na Suécia e me surpreendi com o sucesso. Mas de cinco mil pessoas já assistiram", comemora o diretor.

Na noite que marcou a volta da disputa pelo troféu Menina de Ouro, Além da exibição de 'Samba', no Theatro Municipal Paulo Gracindo, a maratona cinematográfica foi marcada por produções nacionais bem diferentes umas das outras. 'Sinfonia da Necrópole', única ficção da disputa exibida até agora, chamou a atenção do público, que, mesmo diante de um tema mórbido, gargalhou no cinema. Na trama do musical, dirigida pela paulista Juliana Rojas. Na trama, um aprendiz de coveiro se apaixona pela nova funcionária que deverá recadastrar túmulos para liberar espaço para mais mortos. "Sempre gostei de cemitérios. Costumo visitar alguns. Penso em fazer esse filme desde a época da faculdade", contou Juliana sobre o seu primeiro longa-metragem.

Entre os documentários, estava a produção local 'Neblina', de Daniel Pátaro e Fernanda Machado, sobre o abandono da ferrovia de Paranapiacapa (SP). Murillo Salles também apostou em personagens reais em 'Aprendi a Jogar com Você', sobre a coragem de um DJ e suas fórmulas para poder sobreviver de música. "O que fiz é cinema direto, onde a câmera precisa se tornar invisível", disse Salles, que acompanhou a rotina do DJ Duda e de sua família para produzir o longa.

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