Sorriso Maroto grava DVD no Maracanãzinho com megaprodução

Para gravação foram usados mais de 15 toneladas de som e luz, palco de 500 metros quadrados e mais de mil pessoas na produção

Por karilayn.areias

Rio - Mais de 15 toneladas de som e luz, palco de 500 metros quadrados, mais de mil pessoas na produção. Tudo para um grupo que, em outros DVDs, já reuniu entre 80 mil e 200 mil fãs, em lugares como o Marco Zero, no Recife. Os números do Sorriso Maroto sambam na cara da sociedade, enfim. E ganham um cenário invejável (além de todo esse aparato aí) na gravação de seu sexto DVD, ‘Sorriso Eu Gosto’, que rola nesta sexta-feira no Maracanãzinho.

Anitta canta ‘Na Maldade’ no DVD do grupo Divulgação

“Quando a gente começou a pensar o novo DVD, lembramos de vários lugares. Foi só citar o Maracanãzinho que a gente falou: ‘Para tudo, é esse!’ O local lembra os antigos festivais, tem uma história na música brasileira e tem uma relação não apenas com o Rio como também com a gente. O Grajaú, onde nascemos, é ali do lado”, diz Bruno Cardoso, vocalista do Sorriso (que anda dispensando o ‘Maroto’ do nome). A tal “história na MPB” é fato documentado e lembra várias cenas.

Wilson Simonal levantando a plateia em 1969, Secos & Molhados batendo recordes em 1974, apresentações movimentadas de Rita Lee, Holiday On Ice, Disney On Ice, Titãs, Simone, Earth Wind & Fire. “E agora lembra Sorriso!”, brinca o violonista e vocalista do grupo, Sérgio Jr. “O ginásio ficou muito mais charmoso depois das reformas”.

Os dois, mais Vinicius Augusto (teclados), Cris Oliveira e Fred (ambos percussão), mais uma numerosa turma de músicos acompanhantes, não têm descanso: receberam O DIA durante os ensaios no Barney Estúdio, na Barra, após virar a noite ensaiando mais ainda e gravando um (olha só) pioneiro clipe com Valesca Popozuda e Mr Catra para ser exibido na apresentação. Coisa que costuma aparecer em shows de Madonna, mas que no samba-pop nacional é novidade.

“Vai ser só uma aparição especial deles entre as músicas, algo interativo para divertir a plateia, e muito engraçado! O Catra fala com aquela voz de personagem de desenho animado: ‘Vai começar a diversão!’”, diz Bruno. “O espetáculo começa com vários sucessos entremeados, fica mais romântico e, depois disso, é só música animada”. Além do clipe, os dois convidados são aguardados na plateia. “A Valesca falou que vai, o Catra tá tentando...”, diz Sérgio, sabendo que a agenda do funkeiro — com às vezes quatro shows numa noite — é movimentadíssima.

Além da nova ‘1 metro e 65’ (e de mais dez inéditas, todas disponibilizadas no YouTube para o público já chegar sabendo cantá-las), hits como ‘É Nós Fazê Parapapá’, ‘Assim Você Mata o Papai’, ‘Fofinha Delícia’ e ‘Guerra Fria’ aparecem no roteiro, com cerca de 30 canções. O grupo regrava ‘Na Galera’, sucesso de Ivete Sangalo. Anitta sobe ao palco para um momento “pago-funk” na nova ‘Na Maldade’, e os amigos do grupo Bom Gosto surgem em ‘Tudo Tem Saída’. “Vai ter muita coisa acontecendo. Pode até aparecer alguém vestido como a gente no palco para fazer uma paródia”, diz o vocalista, sem dar mais pistas. “Aí é surpresa, né?”.

Para controlar tudo isso, haja mão de ferro. O coordenador geral Ricardo Cantaluppi encara como um desafio. “Meu objetivo é entregar um show de televisão ao vivo, e um concerto top de linha”, conta, antes de bater um papo com a turma que faz o cenário do evento. “Cara, quando a gente vê que a galera do design veio de São Paulo para cá e já tá voltando, é que o negócio tá sério mesmo”, brinca Bruno, lembrando que o Sorriso foi criado de forma despretensiosa, para cantar samba entre amigos. “Mas a brincadeira hoje é só na hora da resenha. Se treino é treino e jogo é jogo, a gente tá aqui batendo bola no palco”.

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