CDs e DVDs realimentam culto a Raul Seixas

Para colecionadores da obra fonográfica do roqueiro, lançamento mais esperado é a caixa de seis CDs e um DVD produzida por Sylvio Passos

Por O Dia

Rio - O culto ao cantor e compositor baiano Raul Seixas (1945 - 1989) vai ser realimentado este semestre com a edição de CDs e DVDs que lembram os 25 anos da morte do ‘Maluco beleza’, completados na quinta-feira, 21 de agosto.

Para colecionadores da obra fonográfica do roqueiro, o lançamento mais esperado é a caixa de seis CDs e um DVD produzida por Sylvio Passos, presidente do mais atuante fã-clube do artista, Raul Rock Club. Intitulada ‘25 anos sem o Maluco Beleza — Toca Raul’, a caixa tem lançamento previsto para esta semana pela Eldorado e destaca dois CDs com inéditos registros ao vivo de shows feito pelo artista. Um CD se chama ‘Eu não sou hippie — Ao vivo no Cine Patrocínio 1974’ e apresenta gravação de show feito por Raul há 40 anos, no auge do sucesso.

Morto há 25 anos%2C Raul Seixas (1945-1989) tem lançados registros ao vivo de shows feitos em 1974 e 1981Reprodução da capa do CD 'Carimbador Maluco'

O outro registro inédito de show, perpetuado no CD intitulado ‘Isso aqui não é Woodstock, mas um dia pode ser’, traz à tona a gravação ao vivo da apresentação feita por Raul em setembro de 1981 na segunda edição do Festival de Águas Claras, realizada no interior de São Paulo.

Para quem prefere ouvir músicas de ‘Raulzito’ em outras vozes, a gravadora Som Livre lança até o fim do ano CD e DVD com a gravação ao vivo do show da nova edição do projeto ‘O baú do Raul’, iniciado em 1992. Realizada na última terça-feira, 19 de agosto, na Fundição Progresso, a gravação do show recrutou elenco heterogêneo para reviver músicas menos conhecidas do baú do Raul.

A tentativa de fugir dos hits já exauridos foi salutar, mas provocou certa frieza do público em número como o samba ‘Aos trancos e barrancos’ (1971), cantado sem empolgação por Zeca Baleiro. Digão se saiu melhor com enérgica abordagem de ‘Aluga-se’ (1980). Tico Santa Cruz calçou ‘Sapato 36’ e acertou o tom de ‘No fundo do quintal da escola’, músicas de álbum de 1977. Já Marcelo Jeneci fez saltar a veia pop de ‘Cowboy fora da lei’ (1987). Tocaram Raul!

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